Prevenção do assédio moral e violência no trabalho avança na UnB

Diferentes setores da UnB e trabalhadores se unem para enfrentar o assédio moral e outros tipos de violência na universidade.


O grupo de Trabalho de Combate ao Assédio Moral e Outros tipos de Violências da Universidade de Brasília (UnB) se reuniu na última sexta (17/01) na sede da ADUnB para a definição de estratégias e a distribuição de tarefas para elaborar as diretrizes institucionais e fluxos de trabalho para o combate ao assédio moral à violência no ambiente de trabalho na Universidade de Brasília.


Nesta segunda reunião do GT, foram distribuídas tarefas para elaborar as diretrizes de combate à toda ordem de assédio e à violência no trabalho. O grupo pretende dar respostas para ações de prevenção, acolhimento, intervenção, correição e à educação relacionados à violência no trabalho e assédio moral na universidade.


Inicialmente, serão elaborados uma minuta da “Política de Prevenção do Assédio Moral e Outros Tipos de Violências” e um levantamento de questões de assédio em cada setor representado. O grupo estabelecerá, futuramente, um fluxo de trabalho para lidar com as diversas formas de assédio identificadas na UnB, por meio de denúncia ou constatação.

Presidente da Comissão, Thiago A. de Mello, o diretor da Diretoria de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho do Decanato de Gestão de Pessoas (DSQVT/DGP), destaca que a intenção é tornar menos burocrático e mais prático o fluxo de trabalho em relação à temática, “de maneira que poderemos enxergar uma mudança em nosso ambiente universitário e que também sirva de espelho para outras universidades, para outros órgãos públicos”, afirmou.


A comissão investirá também em comunicação. Será realizada uma campanha permanente com o objetivo de sensibilizar os segmentos funcionais e hierárquicos para a importância do combate às ocorrências de assédio. Uma cartilha psico-educativa será produzida para dar orientações sobre assédio moral e sexual e o fluxo a ser seguido para o tratamento desse tipo de violência no trabalho.


“A universidade está se mobilizando para dar uma resposta adequada para um desafio que está posto para a instituição, está posto para a sociedade. Nesse momento em que a gente percebe que há uma escalada nas situações de hostilidade, essa instabilidade que estamos lidando, tem feito que aumentem os casos de assédio na nossa comunidade e na sociedade brasileira”, disse a representante da reitoria Profa. Mônica Celeida Rabelo Nogueira (GRE). Ela destacou que a representatividade da comissão dará uma resposta ampla à questão.



O diferencial do grupo de trabalho institucional, criado pela reitoria da Universidade de Brasília, é mesmo a sua representatividade. Pela primeira vez é criado um grupo onde participam diversos setores da universidade, além de representantes dos trabalhadores, como a própria ADUnB e a Associação dos Técnicos de Nível Superior da Universidade de Brasília (ATENs). O grupo tem a intenção ainda de convidar o Diretório Central dos Estudantes, a representação dos residentes do HUB e dos estudantes de Pós-Graduação.


“A representatividade é importante de forma que tenhamos como produto principal dessa iniciativa uma política robusta e de caráter sustentável na prevenção do assédio moral no trabalho. Essa é uma questão atual, contemporânea. Prevenir o assédio é antes de tudo cuidar das nossas relações de trabalho, relações sociais e por extensão prevenir os casos de adoecimentos, de acidentes de trabalho, para que a UnB seja um lugar feliz para se trabalhar”, destacou o professor Mário César Ferreira (ADUnB).

Convidado para reunião, o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (SINTFUB), Francisco Rodrigues destacou a importância de todas as entidades organizadas das categorias estarem representadas. “Achamos importante pois o assédio está na ordem do dia, é o que mais acontece dentro do serviço público, mesmo da iniciativa privada. Então, não há como uma entidade como o SINTFUB estar de fora, assim como entendemos que o DCE, que representa o conjunto dos estudantes também que estar inserido nesse debate”, disse.


O encontro contou ainda com a participação de Peterson Góes Silva, da Diretoria de Capacitação, Desenvolvimento e Educação; André Luiz Lacerda Medeiros, da Ouvidoria; Jonatas Fragoso de Souza, da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos; professora Cristina Celia Silveira Brandão, da Comissão de Ética; Karen Ribeiro da Matta Weizenmann, Diretoria de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária; Lanuzia Nogueira, da Secretaria de Comunicação, Perla Alvez Motta Santos, da Associação dos Técnicos de Nível Superior da Universidade de Brasília (ATENs); e da Profa. Fabíola Zucchi (ADUnB).


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