Conselho de representantes da ADUnB estuda protocolo de segurança para o retorno às aulas

Atualizado: Mai 16

O documento norteará a ADUnB na interlocução junto à universidade para garantir a segurança de trabalho e saúde dos docentes, alunos, trabalhadores e a comunidade do Distrito Federal.

Foto: Divulgação UnB

Professores(as) do Conselho de Representantes (CR) da ADUnB iniciam, nesta semana, a criação de um protocolo sobre as condições de segurança de trabalho e saúde no retorno às aulas da Universidade de Brasília (UnB). A diretoria do sindicato defende o retorno às atividades da instituição somente quando as condições sanitárias permitirem e o documento orientará os dirigentes acerca dos pontos a serem cobrados da reitoria.

O protocolo pretende identificar questões como as condições de risco e comorbidades da categoria dos professores, organização e higienização dos locais de trabalho. Os cortes orçamentários da universidade, por exemplo, levaram as universidades a diminuírem o número de terceirizados e causou, na UnB, a redução de equipes de limpeza. “São problemas que vão na contramão das necessidades que a pandemia demanda”, explica o professor e secretário-geral da ADUnB, Luiz Araújo, lembrando ainda que são inúmeras as variáveis que implicam na segurança do retorno e dá, como exemplo, a quantidade de alunos por sala de aula e prédios com pouca ventilação. “São assuntos que a categoria não estava acostumada a debater. A gente não tinha regras sanitárias comuns, fora o Hospital Universitário de Brasília, que tinha regras contra a infecção hospitalar. São novas preocupações, e que não são somente nossas”, destaca Araújo. O documento será debatido e produzido por comissão eleita no CR, formada por professores(as) associados e coordenada pela professora Cristina Dunaeva. A ADUnB acompanha ainda as discussões e encaminhamentos sobre o retorno às aulas junto aos conselhos da universidade. Nota pública A mesma comissão do Conselho de Representantes produziu, ainda, uma nota pública que trata da gravidade da pandemia e questiona a postura que os governos têm tomado ao não dar importância à ciência, à proteção da vida e renda da população. Os(as) docentes explanam sobre os riscos existentes em um retorno prematuro às aulas e destacam que as consequências repercutem não somente nos alunos, professores e servidores da universidade, mas em toda a comunidade que está envolvida com a instituição, cerca de 50 mil pessoas, além aqueles que moram e trabalham entorno dos Campi. Os professores responsáveis por ações de proteção ao docentes na pandemia Coronavirus já se reuniram por duas vezes. A comissão foi constituída na última reunião do Conselho de Representantes (20/04), quando também foi decidido o apoio de R$ 150 mil em apoio a projetos contra a pandemia do Coronavírus.


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