Volta às aulas presenciais na pandemia: essencial é manter a comunidade escolar viva!




Em 2020, 650 profissionais da educação morreram em decorrência da covid-19; em 2021, o número aumentou em 128%, chegado a 1.479 mortes só no 1º semestre


Hoje o Brasil conta, segundo o último Censo de 2020, com 2,2 milhões de professores, sendo que, até o momento, apenas 56 mil foram vacinados em todo país. Número muito baixo de imunização, que acaba deixando professores, alunos e demais profissionais da educação vulneráveis aos riscos da covid-19 e tornando a volta às aulas presenciais inviável no contexto da pandemia.


Embora o ministro da Educação, Milton Ribeiro, defenda a educação como serviço essencial (PL 5595/2020), e Marcelo Queiroga, ministro da saúde, diga que professores não precisam tomar duas doses para retomarem suas atividades, o número de profissionais que perderam a vida durante a pandemia demonstra que sem vacinação e sem considerar as condições de segurança sanitária, pedagógica e psicológica da comunidade escolar, o retorno às aulas presenciais só fará com que o contágio e a morte de professores, alunos e seus familiares pela covid-19 sejam agravados, levando a um verdadeiro genocídio da população escolar.


Além dos riscos da covid-19, a comunidade ainda sofre com o risco de represálias, já que em alguns estados professores têm sido ameaçados de perder salários e direitos caso não acatem o retorno às aulas presenciais no período estabelecido.


Unidade e organização


Sobre estas questões, a professora e dirigente sindical, Eliene Novaes, da Faculdade UnB Planaltina (FUP/UnB), reafirma a necessidade de unificar e organizar as lutas das categorias de profissionais da Educação Básica e Superior, visando barrar essa ofensiva do governo federal e de alguns governos estaduais.


Imunizar, garantir direitos e preservar a vida de professores, alunos e servidores da educação é uma das maiores emergências que o governo deve assumir para evitar que mais vidas sejam perdidas.