ADUnB integrará Grupo de Combate ao Assédio Moral na UnB

Atualizado: 4 de Nov de 2019



A partir de reivindicações do sindicato, o Decanato de Gestão de Pessoas (DGP) da Universidade de Brasília (UnB) designou um Grupo de Trabalho (GT) para formular um Plano de Combate ao Assédio Moral e a outras violências no âmbito da universidade.


O GT tem representação de diversas instâncias da UnB; do Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior das IFES (ATENS) e, pela Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), dos professores Mário César Ferreira e Fabíola Zucchi.


O grupo estabelecerá diretrizes institucionais para o tratamento das denúncias ou constatações de possíveis casos de assédio e definirá ações de combate ao assédio e à violência no trabalho, com a produção de uma cartilha institucional e de campanha permanente de conscientização na UnB.


A iniciativa foi compartilhada durante a capacitação "Assédio Moral no Trabalho: O Que Podemos e Devemos Fazer?", promovida pelo GT Trabalho e Saúde, da ADUnB nos dias 31 de outubro e 1 de novembro na sede do sindicato. A capacitação foi ministrada por Margarida Barreto, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; e Leandro Queiroz Soares, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Ergonomia Aplicada ao Setor Público, da UnB.


Com objetivo de orientar a respeito de atitudes consideradas abusivas e prevenir sua ocorrência na universidade, a atividade teve apoio e certificação da Coordenadoria de Capacitação (Procap), do DGP.


Assédio Moral

O assédio moral é uma violência invisível e repetida, nociva para a saúde física e psíquica do(da) trabalhador(a), que pode sofrer situações de humilhação e constrangimento, de maneira repetitiva e prolongada durante a jornada de trabalho. “Muitas vezes é difícil de ser identificado, por isso precisamos trabalhar e discutir exaustivamente o tema”, afirmou o pesquisador Leandro Queiroz Soares.


Durante a capacitação, foram apresentados trechos de leis e normativas, assim como exemplos e conceitos. Margarida Barreto, uma das referências nacionais sobre o tema, citou diversos casos de assédio moral e violência no trabalho, e falou sobre a necropolítica que permeia essas relações. “A lógica socioeconômica no mundo é a da violência. O assédio muitas vezes é reforçado pelas instituições, que fazem gestão por humilhação. Tiram tudo do trabalhador e ainda culpam quem não está bem”, disse Margarida.


Tatiana Lionço, professora da UnB, manifestou preocupação com os efeitos pragmáticos das discussões. “Precisamos trabalhar no levantamentos de dados institucionais, porque o assédio moral pode ser dimensionado por meio de procedimentos administrativos, por exemplo”.


A professora criticou o modo como a instituição trata das denúncias de assédio, e sugeriu mudanças neste procedimento. “A ouvidoria encaminha a queixa exatamente para a unidade de onde se parte a denúncia. As unidades precisam de uma intervenção pedagógica e o debate tem que se encaminhar para as questões mais pragmáticas, com aprofundamento dos dados públicos que a instituição tem a oferecer”, ressaltou Tatiana.


Vicente Almeida, professor voluntário da Faculdade de Saúde Coletiva da UnB e um dos fundadores da Comissão Nacional de Vítimas de Assédio Moral na Embrapa (CNVAME), parabenizou o sindicato e compartilhou as experiências da comissão, que publicou o “Dossiê Embrapa”, com denúncias e orientações sobre assédio moral. “Entendemos que havia violência institucionalizada. Os servidores se uniram para propor ações de acolhimento, prevenção e combate de forma independente. É muito importante que o tema também esteja sendo discutido na universidade”, explicou Vicente, que foi vítima de assédio moral organizacional na empresa.


Veja no Flickr da ADUnB as fotos da capacitação realizada nos dias 31 de outubro e 1 de novembro na sede do sindicato.



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