Vacinação Infantil: um pacto coletivo de sobrevivência


Embora o presidente do Brasil e seu ministro da saúde tenham tentado retardar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, no início deste mês, após muita pressão, elas também passaram a fazer parte do grupo de vacinados.

Ao contrário da fala do presidente "Eu pergunto, você tem conhecimento de uma criança de 5 a 11 anos que tenha morrido de Covid? Eu não tenho", o número de crianças que perderam suas vidas em decorrência da covid-19 chegou à triste marca de 311 desde o início da pandemia.

Especialistas alertam que a vacinação infantil além de impedir novas mortes, também protege contra a nova variante do Ômicron. Para além disso, a vacinação infantil é benéfica para a educação, já que, devido à crise sanitária, os pequenos foram diretamente afetados, ficando longe das escolas e do convívio com a comunidade escolar. Por último, e não menos importante, a vacinação em crianças é um pacto coletivo de sobrevivência, pois, imunizadas, elas deixam de ser agentes transmissores, evitando assim uma maior circulação do vírus. Segundo o Ministério da Saúde, até março o país terá 20 milhões de doses da Pfizer para aqueles de 5 a 11 anos, além de doses da Corona Vac, para crianças a partir de 6 anos.

Por isso, é indispensável que os pais ouçam a ciência e seus especialistas, não deem ouvidos ao presidente e mantenham suas crianças imunizadas e vivas. Vacina é legal, Bolsonaro não!