Unidade na luta pelos povos das florestas e o meio ambiente

Atualizado: Jan 29


A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) recebeu nesta terça (29) uma roda de conversa em que foi debatida a importância da articulação política entre os movimentos sociais, sindicais e a universidade em defesa dos povos das florestas e da Amazônia e a convocação dos jovens à luta.


A roda de conversa "Seringueiros da Amazônia: da luta de Chico Mendes às queimadas da floresta pela exploração capitalista", contou com a presença dos ex-presidentes do Conselho Nacional dos Serigueiros, Júlio Barbosa e Atanagildo Matos, que estão em Brasília para o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e têm agenda agenda parlamentar para a defesa dos povos da Amazônia.


Júlio Barbosa fez a releitura histórica da luta dos seringueiros e falou sobre as articulações atuais feitas pelo CNS. "Hoje sabemos que o Conselho Nacional de Seringueiros tem que estar inserido nesse enfrentamento, mas nós temos certeza que nós não somos capazes de superar ou de enfrentar esse problema sozinho, ou de forma isolada". Ele lembra que as queimadas na Amazônia vêm de 2016 e que piorou a partir do momento que o presidente da República Jair Bolsonaro usou o discurso que a industria da multa iria acabar.


Atanagildo Matos destacou a importância da juventude na perpetuação da história de Chico Mendes e da luta pelo meio ambiente realizada pelo movimento dos seringueiros. "O nosso desafio é fazer a renovação. Uma das preocupações nossas é fazer com que a juventude participe, discuta, e que venha para o debate. A participação das mulheres e da juventude é fundamental nesse debate, para que a gente possa avançar", disse Matos.


Barbosa levantou ainda a necessidade do fortalecimento da educação pública e do Ensino Superior no país e questionou: "Qual deve ser o papel das universidades nesse processo de enfrentamento de uma conjuntura ameaçadora para o futuro dos brasileiros? Qual o papel que as universidades podem desenvolver para nos ajudar na Amazônia a construir propostas e caminhos que possam fortalecer esse enfrentamento?".


Presente na roda, o Secretário do Meio Ambiente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Daniel Gaia, disse que o esforço da entidade é de atuação junto com os movimentos sociais e sindicais para mobilizar ações coletivas na conjuntura atual. Segundo ele, a renovação das entidades também é necessária. "Mais do que nunca temos que exercer muito a dialética, a construção de ideias e a identificação das antíteses. As nossas entidades, apesar de muitos fortes, tem muita dificuldade de organizar a renovação, ter outras perspectivas. Temos que abrir os espaços, temos que organizar ainda mais a oxigenação e exercer a análise e diagnóstico das nossas contradições", destacou.


Para o diretor da ADUnB Manoel Pereira de Andrade (FAV), a ADUnB está em sintonia e trabalha em para fortalecer o debate. Segundo ele, a pauta da defesa da Amazônia é dos professores e professoras em nível nacional.


Participaram da roda cerca de 30 pessoas, dentre alunos e professores da UnB.


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