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UnB rejeita oficialmente adesão ao Future-se

Atualizado: 13 de Nov de 2019


Decana de Pós-Graduação, Adalene Moreira. Foto: Audrey Luiza/Secom UnB

A Universidade de Brasília, por meio de seu Conselho Universitário (Consuni), rejeitou oficialmente a adesão da instituição ao Future-se. De acordo com a administração superior, a decisão já havia sido tomada em agosto, quando houve uma resposta ao Ministério da Educação (MEC) negando a proposta.


O colegiado advertiu, por meio de nota oficial (leia abaixo) na última sexta-feira (13/9), que o programa ameaça a autonomia das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), ao retirar de seu escopo a gestão administrativa e dos recursos financeiros, que ficariam a cargo de Organizações Sociais (OS). Além disso, repudiou os cortes efetivados pelo governo federal nas verbas relacionadas às agências de fomento da pesquisa no Brasil. Leia a íntegra da nota do Consuni sobre os cortes nas bolsas de pós-graduação.


De acordo com a nota, o Future-se professa uma perspectiva essencialmente econômica e gerencial do projeto de Universidade, e “descaracteriza a visão sobre a produção de conhecimento, o ensino superior e o compromisso social das universidades ao vincular suas atividades às demandas do mercado”.


Assim, o Conselho reitera ao MEC, no texto, a necessidade da “constituição de espaços democráticos de discussão sobre o financiamento público das IFES, sustentados na plena autonomia de gestão universitária, garantida pela Constituição Federal”.


Leia a nota na íntegra:


"Considerando a análise e as discussões sobre o projeto Future-se, realizadas na reunião do Conselho Universitário (Consuni) em 02/08/2019, com base no relatório do Grupo de Trabalho constituído pela administração superior da Universidade de Brasília, e o resultado da assembleia unificada realizada em 04/09/2019, o Consuni manifesta-se pela rejeição do projeto apresentado Ministério da Educação por entender que a proposta:


a) ameaça a autonomia universitária;

b) restringe o poder decisório das instâncias colegiadas de gestão democrática das instituições federais de ensino superior (IFES);

c) transfere para a iniciativa privada a responsabilidade pela gestão dos recursos universitários;

d) descaracteriza a visão sobre a produção de conhecimento, o ensino superior e o compromisso social das universidades ao vincular suas atividades às demandas do mercado.


O Consuni recomenda ao Ministério da Educação a constituição de espaços democráticos de discussão sobre o financiamento público das IFES, sustentados na plena autonomia de gestão universitária, garantida pela Constituição Federal.


Brasília, 13 de setembro de 2019."

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