Solidariedade aos(às) docentes da Educação Básica e Superior contra a volta às aulas presenciais

Manifesto em solidariedade e apoio aos(às) professores(as) da Educação Básica e Superior que estão sendo obrigados ao retorno presencial das aulas



Os(as) associados(as) da ADUnB - Seção Sindical do ANDES, reunidos(as) em Assembleia Geral virtual no dia 12 de fevereiro de 2021, vêm manifestar sua solidariedade e apoio aos(às) professores(as) da Educação Básica e da Educação Superior que estão pressionados(as) por seus gestores para retornar às atividades presenciais nas escolas.


Professores(as) de diversas Instituições de Ensino Superior realizam Assembleias em várias regiões do Brasil para debater a necessidade de Greve Sanitária, diante da pressão imposta pelo retorno às aulas presenciais. Na rede privada, em vários estados, dentre eles no Distrito Federal, os(as) trabalhadores(as) da Educação foram obrigados(as) a voltar ao trabalho presencial. Professores(as) da Educação Básica do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro declararam Greve Sanitária em defesa da vida, contra o retorno presencial imposto pelos respectivos governos estaduais, antes da vacinação da população. No Paraná, a greve da rede estadual foi decretada para ter início em 18 de fevereiro. Estas e tantas outras situações, demonstram o desrespeito à vida e a negação da situação de crise sanitária que vive o país. As greves são uma demonstração de resistência e luta de dos(as) educadores(as), em defesa da saúde e da segurança sanitária de toda a população.


A chegada da vacina, ainda insuficiente e à conta gotas dada a ausência de uma política efetiva de vacinação, trouxe à tônica o permanente debate sobre a educação e a reabertura das escolas durante a pandemia no novo coronavírus. O aumento da pressão para que as escolas sejam reabertas e as aulas voltem de forma presencial, mesmo sem as mínimas condições de segurança sanitária, atende aos interesses econômicos de setores que querem manter a normalidade das atividades, mesmo diante do agravamento da pandemia no País. Um ato criminoso, uma vez que a falta de imunização da população vai fazer do espaço escolar lugar propício para disseminação do vírus, não só colocando a comunidade escolar em risco de morte, mas podendo levar ao colapso hospitalar em muitas regiões.


Vale ressaltar que as atividades escolares não foram suspensas durante a pandemia. As instituições de ensino mantiveram seu trabalho, com professores(as) e estudantes realizando atividades de forma remota, mesmo com os prejuízos decorrentes dessa situação. Em nome da defesa da vida, nas Universidades, os(as) professores(as) estão sobrecarregados(as) com atividades de ensino, pesquisa e extensão, no esforço de assegurar o processo educativo Brasil afora, mesmo diante da precariedade em que se implementou o ensino remoto.

Assim, docentes da UnB presentes nesta Assembleia, declaram seu apoio e solidariedade aos(às) professores(as) em luta, em greve e na resistência pelo direito à vida e à educação.

Defendemos que o processo de vacinação seja urgente, universal e gratuito.


Defendemos o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito da população brasileiro à saúde pública gratuita de qualidade.


Defendemos o direito à educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Defendemos plataformas públicas para educação básica e superior. Que os nossos conhecimentos e nosso trabalho não sejam apropriados por instituições privadas.


Defendemos que a volta às aulas presenciais só aconteça com a imunização da população, por segurança de professores(as), estudantes e técnicos(as) e demais trabalhadores(as) das instituições.

Toda nossa solidariedade e força aos(às) professores(as) de todo Brasil que lutam pelo direito a educação e pela vida.

Brasília, 12 de fevereiro de 2021.

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