Sara Winter indenizará a professora Débora Diniz


A 19ª Vara Cível de Brasília condenou a bolsonarista Sara Giromini a indenizar a pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) Débora Diniz. A docente acionou a Justiça por publicações em redes sociais nas quais a extremista de direita a acusava de incentivar tortura e a chamava de "a maior abortista brasileira". Mais conhecida como Sara Winter, ela pagará por danos morais causados por “postagem de conteúdo danoso à imagem da vítima”.

A decisão, que ainda cabe recurso, foi tomada pelo juiz Arthur Lachte, que fixou a indenização em R$ 10 mil. Em agosto de 2020, Winter publicou uma série de vídeos em suas redes sociais afirmando que Diniz incentivava a tortura em uma criança de 10 anos que, na época, havia sido estuprada e exercia seu direito ao aborto legal.


Em sua decisão, Lachter criticou a bolsonarista. “Comparar um procedimento médico qualquer com tortura, nos tempos de hoje, beira a má-fé. A interrupção da gravidez pode se dar, legalmente, por vários motivos, sejam médicos ou jurídicos. No caso, comparar essa interrupção a prática de tortura e imputar esse desejo à autora é nefasto”. “Do mesmo jeito que a autora tem o direito de manifestar sua concordância com o aborto, a ré tem o direito de manifestar seu dissenso”, encerrou o magistrado.


Referência no debate sobre legalização do aborto, professora da UNB foi alvo de campanha de ódio por bolsonaristas e sofreu, sistematicamente nos últimos anos, agressões e até ameaças de morte.


Em tempos de neofascismo, de mentiras e de violência, a vitória deve ser comemorada para a defesa da democracia, da ciência e do Estado Democrático de Direito.

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