“Queremos o poder de sermos nós mesmas”: ato reuniu mulheres da UnB na Praça Chico Mendes

Atualizado: Mar 13


Nesta quarta-feira (4/3), um ato e café da manhã pelo Dia Internacional da Mulher mobilizou professoras, trabalhadoras técnico-administrativas e aposentadas da Universidade de Brasília na Praça Chico Mendes. O encontro debateu as pautas para o dia 8 de março e contou com a presença da reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura, e das dirigentes sindicais da universidade.

“O dia 8 de março é uma data de lutas no Brasil, para lembrarmos nossas conquistas históricas e empreendermos novas disputas, como exigir equidade de gênero no parlamento brasileiro e lutar contra o feminicídio, o estupro e a violência contra as mulheres”, afirmou a diretora da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), Liliane Machado.

“Domingo estaremos mais uma vez nas ruas reafirmar que queremos ser donas dos nossos corpos e decidir o que fazer com ele”, afirmou Francisca Albuquerque, do Sindicato dos Trabalhadores da FUB (Sintfub). Francisca lembrou dos horrores da ditadura e da ameaça fascista que paira sob a política brasileira. “ A luta é muito mais grave e séria, porque temos que denunciar o fascismo”, alertou.

Naara Siqueira, dirigente da Fasubra Sindical, afirmou que o 8M, além das pautas feministas, incorpora também as pautas sociais, simbolizando “o dia que inaugura as lutas no país”. De acordo com Siqueira, as mulheres cobrarão dos Três Poderes um compromisso com a educação, a saúde e a previdência social.


Suzana Xavier, diretora da Diversidade UnB, falou sobre a importância dos espaços democráticos para a construção de uma sociedade com igualdade de gênero. “Precisamos discutir as políticas e fazer um debate profundo para transformar nossa realidade. Dia 8 de março é um dia para medir as consequências dessa política nefasta e misógina que está nos violentando e nos matando”.

“Que possamos construir uma sociedade em que não haja dor em ser mulher. Queremos o poder de sermos nós mesmas”, enfatizou a deputada federal Erika Kokay, citando os mais de 400 mil estupros que ocorrem por ano no Brasil, considerando as subnotificações. “Nosso corpo não pertence a quem quer que seja e não pode ser machucado por essa construção sexista e machista”, disse a deputada. “Não queremos que ninguém nos salve. Queremos respeito e os instrumentos para que tenhamos o mesmo direito que os homens”, finalizou Kokay.

UnB

A reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura, participou do ato e fez uma crítica à falta de equidade nos cargos de direção e coordenação, ainda majoritariamente destinados a homens. “Dos 26 institutos e faculdades, apenas 8 são dirigidos por mulheres”, afirmou a reitora. Márcia destacou o comando das mulheres nos Decanatos da universidade - elas ocupam 5 dos 8 cargos, especialmente nos Decanatos de Administração e de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional; comandados pelas decanas Maria Lucilia dos Santos e Denise Imbroisi, respectivamente.

“Temos buscado trazer políticas para as mulheres. No comitê de segurança, criamos protocolos para atendimento em caso de assédio e violência contra as mulheres”, explicou a reitora.

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