Perseguida no Brasil por trabalho em igualdade de gênero, Debora Diniz recebe prêmio internacional



Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Debora Diniz, antropóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB), venceu nesta quarta-feira (12) o prêmio Dan David na categoria igualdade de gênero. Desde 2001, a iniciativa reconhece pesquisas interdisciplinares que “quebram paradigmas e fronteiras” em sua área, promovendo “impacto social e cultural”.


Em 2018, após sofrer perseguições e uma série de ameaças de morte devido à sua posição com relação aos direitos reprodutivos das mulheres, Diniz precisou deixar o país. A professora também é pesquisadora da organização Anis Instituto de Bioética, que trabalha para assegurar os direitos fundamentais das mulheres e a Justiça entre os gêneros.


Entre 2016 e 2018, Diniz foi figura central nas discussões sobre interrupção da gravidez, na mobilização da ADPF 442, ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal para que o aborto nas primeiras doze semanas de gestação fosse descriminalizado. Segundo levantamento do Anis, o procedimento foi realizado por uma a cada cinco mulheres de até 40 anos.



“Estou emocionada com esta honra. Sou a segunda mulher da América Latina a receber este importante prêmio acadêmico”, escreveu a professora no twitter. “Agradeço a todas as mulheres que eu conheci ao longo da minha carreira de pesquisadora. É alentador saber que a luta pelo aborto no Brasil é central à igualdade no mundo”.


Diniz dividiu o prêmio de um milhão de dólares com a professora indiana Gita Sen, que atua na área de empoderamento econômico da mulher.

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