Para que serve uma estatal?


Das dez maiores empresas mundiais, seis são estatais, ou seja: 60% do total.

Deve haver alguma razão para que países de economias poderosas, tais como China, EUA e Japão mantenham empresas estatais, de porte maior ou comparável às suas maiores empresas privadas. O motivo é um só: governos de estados nacionais lançam mão dessas empresas para alcançar objetivos estratégicos, interferindo no espaço econômico para implementar políticas públicas, controlar recursos estratégicos e preservar a segurança nacional, de interesse de suas populações.


E no Brasil?


Uma elite patrimonialista, que controla o Estado desde sempre, vende o discurso de que empresas estatais são iguais às outras e têm que operar segundo as regras do capitalismo selvagem que impera no país. Se extraímos praticamente todo o petróleo que necessitamos a um custo bem menor do que o cotado no mercado internacional, por que não utilizar essa diferença para subsidiar e facilitar a vida dos brasileiros? Isto não significaria fazer a Petrobras deixar de lucrar, mas assumir como prioridade os interesses do Brasil. Para isso ela é estatal!


Afinal, qual é a prioridade: garantir o abastecimento de combustíveis a preços compatíveis com a nossa realidade ou maximizar os lucros dos acionistas, muito deles estrangeiros, como acontece hoje na privatização camuflada a que a empresa foi submetida?


Exemplos como este estão espalhados país afora. Podemos citar ainda a pressão que o Governo Federal está fazendo para privatizar a Empresa de Correios e Telégrafos, uma empresa lucrativa e que tem papel estratégico na integração nacional e controle do sigilo governamental. Assim como a Petrobras e a Eletrobras, os Correios estão sendo oferecidos à iniciativa privada para dar lucro, enquanto os trabalhadores e a população ficarão a ver navios.


É preciso defender o patrimônio público, pela importância estratégica que eles representam e pela luta contra o desmonte do Estado brasileiro.


Diretoria da ADUnB