O Que Não te Contaram Sobre a Reforma Administrativa - 11ª parte

A PEC 32 precarizará as universidades, diminuirá a estrutura para a pesquisa e o desenvolvimento científico no Brasil.


A proposta da PEC 32 apresenta um discurso em defesa da diminuição da estrutura do Estado, em nome de uma falsa melhoria da qualidade dos serviços públicos. No entanto, vale a pergunta que o Governo Federal se nega a responder: como é possível melhorar a qualidade dos serviços públicos diminuindo a ação do Estado, diminuindo o número de servidores/as públicos/as que asseguram, com o seu trabalho, direitos essenciais para a população, como educação e saúde?

A resposta é simples: não é possível melhorar o acesso a direitos sem profissionais, salários e condições dignas de trabalho.


As Instituições de Ensino Superior (IES) públicas realizam a maior parte das pesquisas do país, cujos resultados são revertidos a toda a sociedade. Como exemplos citamos o desenvolvimento das vacinas, dos protocolos de prevenção e os diagnósticos da covid-19. São servidores/as públicos/as a serviço da ciência e da pesquisa públicas.


A PEC 32 irá impactar o desenvolvimento científico no país, porque vai destruir a carreira dos/as pesquisadores/as, precarizar as condições de trabalho, afetar sua estabilidade e o seu tempo para realizar os seus estudos e sua qualificação profissional.


A reforma administrativa enfraquece o serviço público profissional e, por consequência, desmonta as condições para a realização de pesquisa pública de qualidade no pais. Sem pesquisadores/as públicos/as, a iniciativa privada escolherá o que deverá ser pesquisado e para quem, com objetivos apenas financeiros. Terceirização não desenvolve a Ciência.

Diga não à PEC 32.


Diretoria da ADUnB