Nota de Solidariedade à deputada federal Natália Bonavides


A ADUnB seção sindical do ANDES-SN manifesta sua solidariedade à deputada federal Natália Bonavides, vítima de discurso criminoso, machista e misógino por parte do apresentador bolsonarista conhecido como Ratinho.


A violência política é praticada não de hoje contra mulheres eleitas, mas ficou ainda mais evidente desde que Bolsonaro assumiu a presidência.


Na noite da última quarta-feira (15), em seu programa ‘Turma do Ratinho", o já citado apresentador, que também é latifundiário, incitou, de forma criminosa, a violência política de gênero contra a integridade física da parlamentar ao sugerir que a mesma fosse ‘metralhada’, por ele não concordar e mentir sobre o PL 4004/21, de autoria da parlamentar, que propõe alteração no Código Civil para suprimir a declaração “marido e mulher” nos casamentos.


Como se já não bastasse o absurdo, Ratinho, cuja mentalidade vive na idade das pedras, fortaleceu ideias ultrapassadas de que mulheres ainda devem obediência e servilidade aos homens, ao dizer que a mesma deveria “lavar louça” e “lavar a cueca do marido”. Ratinho despreza que Natália é uma das lideranças jovens mais bem votadas do país, e que, feito ela, várias outras mulheres são representantes eleitas para defender os interesses da população.


Sempre que uma mulher chega a um espaço de poder, ela sente de forma mais exacerbada o machismo que a rodeia. O comportamento do apresentador não é isolado: ele se sustenta na ideia, reforçada pelo bolsonarismo, de que mulheres como Natália não devem ocupar espaços ditos masculinos, como é a política. Estes homens, que se acham donos do poder, usam várias formas de violência na tentativa de silenciar estas mulheres, desde a agressão verbal até o cometimento de crimes, tudo para sustentar o ideal de masculinidade e poder que paira sobre suas cabeças.


Em 2021, não é mais aceitável este tipo de discurso que tenta ridicularizar, intimidar e silenciar mulheres eleitas democraticamente. Natália e tantas outras mulheres que ocupam cargos políticos não podem mais ser submetidas a comportamentos como o do latifundiário Ratinho, notório apoiador de um genocida, que deve responder judicialmente por seu discurso de ódio e misoginia.


Assim como Bonavides, que hoje é deputada federal, novas lideranças políticas que lutam por justiça social irão surgir no país ainda mais fortes e mais dispostas a ocupar cargos de liderança, colocando cada vez mais de lado homens como o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, que pararam no tempo.