Docentes pedem unidade na luta em defesa da educação durante abertura do 39º Congresso do ANDES-SN

Mais de 600 docentes de todo o país, reunidos no 39º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), discutem até este sábado (8/2), no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), estratégias em defesa da educação pública e dos direitos da categoria. O evento, maior instância deliberativa do Sindicato Nacional, teve início nesta terça-feira (4/2), com o tema “Por liberdades democráticas, autonomia universitária e em defesa da educação pública e gratuita”.

Luis Antonio Pasquetti, presidente da ADUnB, afirmou em plenária que o Sindicato Nacional deve construir unidade nas bases, “de maneira ampla e com um conjunto de organizações”, e criticou o isolamento do ANDES-SN em relação às organizações e movimentos sindicais. Pasquetti também sensibilizou os(as) docentes para a greve geral do dia 18 de março, “a primeira grande manifestação unificada da classe trabalhadora brasileira”.


“O nosso papel são as ruas, mobilizar nossa categoria. O ANDES tem um papel decisivo de reabrir o debate”, afirmou Luiz Araújo, da delegação da ADUnB. O professor disse que há uma fragmentação no movimento sindical que precisa acabar. “Se nós priorizarmos a demarcação das nossas diferenças, vamos continuar fragmentados, numa situação defensiva. Neste momento seria uma tragédia, uma irresponsabilidade”, pontuou Araújo.


Na plenária de abertura do Congresso, estiveram presentes representantes de entidades sindicais, movimentos estudantis e coletivos, que apontaram para a união de todos os setores em defesa da educação e dos serviços públicos.

“Vivemos um momento de deslegitimação da ciência e não reconhecimento da produção Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN, comentou sobre o desafio da conjuntura política e a necessidade de estruturar um plano de lutas “efetivo e combativo” para o período. “Há uma amplificação da retirada de direitos da classe trabalhadora”, disse Gonçalves, que apontou para a continuação e fortalecimento das lutas e greves de 2019 em defesa da educação.


Estiveram presentes na Plenária de Abertura do Congresso a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), a Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (FENET), a Fasubra Sindical, o Sintusp, o Sinasefe, o Fórum das Seis, a CSP-Conlutas, a Regional SP do ANDES-SN, o MTST, o MST, a Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), o Núcleo de Consciência Negra da USP e a Rede Não Cala da USP.


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