Na UnB, entidades se articulam para defender vacinação

Foi lançado nesta sexta-feira (29), o Comitê UnB pela Vacinação. Com representação das três entidades da Universidade de Brasília, o grupo convida a comunidade acadêmica a somar iniciativas contra a desinformação e pela garantia da vacinação universal imediata da população brasileira. Para participar, basta se inscrever por meio do formulário disponível neste link: https://forms.gle/8b1W5LAKwNVQg61G8. As reuniões serão todas as sextas-feiras, às 11h na plataforma Zoom.


O Comitê é um espaço político-organizativo pelo direito à saúde e à vida. Dmitry Galvão, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Honestino Guimarães, explicou que o grupo pretende intervir de forma qualificada no debate público sobre a vacinação, incluindo as vozes das(dos) cientistas e lutadoras e lutadores sociais de diversas áreas da universidade.


“Nesse momento de negacionismo completo, o Comitê tem um peso de engajamento da comunidade”, completou Bruno Zaidan, do DCE. “Vamos reforçar nossas elaborações e reflexões sobre o tema da vacinação, com muita informação”.


José Almiram Rodrigues, do Sintfub (Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Federais do Distrito Federal (Sintfub), afirmou que a organização do Comitê também deve mirar no debate do retorno às atividades presenciais na universidade. “Vamos trabalhar na linha de frente em defesa da classe trabalhadora. A UnB precisa chamar a representação de cada entidade para debater um retorno seguro”, disse Almiram.


“Não estamos aqui para defender a prorrogação eterna das aulas remotas, mas se trata de não correr riscos desnecessários”, afirmou Claudio Menezes, diretor da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB). “Seria uma irresponsabilidade recomendar o retorno presencial neste momento, não apenas pelo risco de transmissão da Covid-19, mas porque o mesmo requer protocolos diferentes do habitual”.


O vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Marcio Florentino, falou sobre o abandono do Estado durante a pandemia da Covid-19. “A questão da vacina se transformou numa batalha em defesa da ciência e do direito à saúde, e a UnB é uma das mais importantes para puxar um movimento articulado com outras universidades”, disse Florentino, que citou as campanhas “O Brasil precisa do SUS” e a “Frente pela Vida” como exemplos do que pode ser articulado a partir da UnB.


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