Na rodoviária, ADUnB promove diálogo sobre a universidade


No segundo dia da Greve Nacional da Educação, paralisação que mobilizou a comunidade acadêmica da Universidade de Brasília (UnB) e de outras universidades federais do país nos dias 2 e 3 de outubro, professores e estudantes promoveram um ato na Rodoviária do Plano Piloto para informar a população sobre as ações promovidas pela universidade e a importância da educação pública para o futuro do país.


Mais de 100 pessoas estiveram no local, onde foram exibidos os projetos e ações de ensino, pesquisa e extensão da UnB. A comunidade acadêmica também pediu solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras. “A universidade presta diversos serviços para a sociedade. Não só na formação e profissionalização, mas com ciência, tecnologia e educação. Nós estamos aqui defendendo o que é nosso”, disse um estudante.


Os docentes falaram sobre o estrangulamento orçamentário imposto às universidades e da proposta privatista para o ensino superior apresentada pelo Ministério da Educação, o ‘Future-se’. “Querem privatizar a universidade, mas não vamos deixar. Vamos nos juntar para defender as universidades públicas e o direito de ascensão social e intelectual”, afirmou José Mauro Barbosa Ribeiro, diretor da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB).


O professor Claudio Lorenzo também ressaltou o papel da universidade na mobilidade social. “Na UnB, temos mais de 5 mil alunos na linha da pobreza, que representam a esperança de suas famílias. Estamos recebendo um ataque violento do atual governo, mas não permitiremos que acabem com a universidade”, disse Lorenzo, diretor da ADUnB.


Gisele Barbosa, moradora de Ceilândia que passava pelo local, disse que as pessoas precisam ser conscientizadas politicamente para que haja transformação social. “Se a gente não mudar isso os meus filhos e netos viverão num país sub-humano”.

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