Na plenária de abertura, participantes do CONAD pregam fortalecimento da luta

Proteção à Educação Pública, fortalecimento da luta e persistência na batalha contra a Reforma da Previdência. Esses foram os temas centrais das falas de docentes e representantes de entidades sindicais que participaram da mesa de abertura do 64º Conselho do ANDES-SN (CONAD). O evento que ocorrerá de hoje (11) a domingo (14) na sede da ADUnB congregará cerca de 300 professores e professoras de universidades federais de todo o país.

O presidente da ADUnB, Luis Antonio Pasquetti, deu as boas-vindas aos participantes e explicou que a organização do CONAD optou por presentear os delegados (as) e os observadores (as) do evento com uma miniatura da obra “Os Candangos” (escultura de Bruno Giorgi que orna a Praça dos Três Poderes em Brasília) em pedra sabão para simbolizar a importância da luta pela manutenção dos direitos trabalhistas. Entre as tristes histórias que cercam a construção da Capital do país está a dos operários Expedido e Gedelmar. Eles morreram soterrados durante a edificação de um auditório na UnB. “Esse conselho ocorre em um momento chave, no momento que o governo ataca os direitos dos trabalhadores, ataca a Educação Pública. A luta precisa seguir”, afirma Pasquetti.

Representando a Administração Superior da UnB, o chefe de gabinete da reitoria Paulo César Marques defendeu a união da categoria docente para frear possíveis reformas na gestão do Ensino Superior que o governo pretende implementar ainda no início do segundo semestre de 2019. “A atualização do plano de lutas, proposta por esse CONAD, nos dá forças. Os ataques que nós estamos sofrendo não são pequenos. Os cortes no orçamento representam apenas a ponta do iceberg. Precisamos trabalhar em conjunto, sintonizados no objetivo de fortalecer a unidade da categoria docente.”

O presidente do ANDES-SN, Antônio Gonçalves, reforçou a importância da articulação das forças contra o projeto do governo que mira a desqualificação da Educação Pública e a redução de direitos trabalhistas. Gonçalves ressaltou que a UnB é um palco inspirador para o CONAD, pois a universidade tem em sua história nomes como Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, além de ter sido um importante foco de resistência contra a Ditadura Militar. “A função precípua do CONAD é atualizar nossos planos de lutas no que tange à organização de classe e o combate às opressões. Precisamos fazer essa revisão na perspectiva de avançarmos na luta.”


Marcha do 12 de julho


A abertura do CONAD marcou, também, a convocação da categoria para a grande marcha pela Educação que ocorrerá amanhã (12) na Esplanada dos Ministérios, a partir das 10h. A manifestação deve seguir até o Congresso com o objetivo de demonstrar aos parlamentares a insatisfação contra a aprovação do texto-base da Reforma da Previdência. “Precisamos mais do que nunca estar nas ruas. Nós temos que reconhecer nossa parcela de culpa nisso, pois votamos mal, escolhemos mal nossos representantes. Temos uma maioria de parlamentares que não representa nossos interesses”, afirmou Rosilene Corrêa, da (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).


Associação Cultural do Paranoá



Antes de iniciar os trabalhos do conselho, os delegados (as) e observadores (as) do CONAD foram contemplados (as) com uma alegre e colorida apresentação cultural de quadrilha. Com inspiração na cultura popular nordestina, dançarinos da Associação Cultural Brilho do Luar apresentaram aos participantes um pouco do “São João” do Cerrado. A associação nasceu da luta de duas mulheres que enfrentaram o Estado para garantir direito à moradia na região do Paranoá, região administrativa de Brasília que abriga, principalmente, famílias de operários que ajudaram na construção da Capital do país, especialmente nas obras da barragem do Lago Paranoá.

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