Milton Ribeiro exonerado


Pressionado por aliados políticos do presidente Bolsonaro (PL) e até por lideranças evangélicas, o ministro pastor Milton Ribeiro, do Ministério da Educação (MEC), pediu exoneração devido às gravações obtidas pelo jornal Folha de São Paulo nas quais admite favorecimento a outros pastores evangélicos em um esquema clandestino de liberação de verbas da educação para prefeituras em troca de favores, em dinheiro e até em ouro, para a construção de templos religiosos.


Ribeiro foi o quarto escolhido de Bolsonaro a ocupar o MEC, e tal como seus antecessores demonstrou total despreparo técnico para a função e absoluta lealdade ao projeto de seu chefe de destruir a educação pública brasileira, chegando a declarar que universidade pública não deveria ser para todos e tentar acesso prévio às questões do ENEM. Além disso, demonstrou preconceito contra crianças com deficiência, dizendo que não deveriam frequentar as mesmas escolas que as demais, e é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de homofobia.


A ADUnB-S.Sind não espera que o presidente escolha alguém com perfil diferente para a pasta, donde reafirma o seu empenho na luta em defesa da educação pública gratuita, de qualidade e laica para todos e todas.