Weintraub usa pandemia para intervir nas universidades. Não permitiremos.

Atualizado: Jun 17

Menos de 10 dias depois da perda de eficácia da Medida Provisória (MP) que buscava interferir no processo de escolha de reitores e demais dirigentes, o Presidente da República e o Ministro da Educação, aproveitando-se da situação de emergência gerada pela pandemia de coronavírus, dão um novo golpe contra a Constituição Federal e a autonomia das Universidades e Institutos Federais.


A MP 979, de de 9 de junho de 2020, determina a nomeação de interventores (sob o eufemismo de “reitor pro tempore”) em todas as Universidades e Institutos Federais nos quais o mandato dos reitores termine no período da pandemia, proibindo a realização de processos de consulta pelas comunidades acadêmicas e de formação de listas tríplices pelos Conselhos Superiores. Além disso, atribui aos interventores o poder de designar Dirigentes dos campi e Diretores de Unidade.


Diante dos péssimos índices de apoio popular e de ter sido confrontado nas ruas no último domingo, a estratégia do governo passa a ser intimidar as Universidades com a adoção de medidas autoritárias e claramente inconstitucionais.


A ADUnB já está tomando todas as providências junto ao ANDES - Sindicato Nacional para contestar a medida junto ao STF e pressionar o Congresso Nacional para que devolva a MP.

São fundamentais o apoio e a mobilização dos docentes, demais setores da comunidade universitária e de toda a sociedade brasileira, nesse momento em que as Universidades se tornam alvo preferencial no projeto autoritário e golpista de Bolsonaro.


Vamos defender o direito de escolher democraticamente nossos Reitores e dirigentes na UnB!


Diretoria da ADUnB

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