Inimigo da Educação


Em gravações obtidas pelo jornal Folha de São Paulo, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, admite que o governo federal prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados por dois pastores sem cargos governamentais, atuando em uma estrutura paralela de obtenção de verbas do Ministério da Educação (MEC). Nas gravações, o ministro ainda diz que atende a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro (PL).



Dia após dia, esse governo se empenha no desmonte da Educação Pública no Brasil.

Começando pelo ministro Ribeiro, reconhecidamente inepto para o cargo que ocupa – mas providencial ao projeto tão caro ao seu chefe de destruição do Estado –, passando pelo aparelhamento de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), nomeando reitores e reitoras não eleitos/as pelas comunidades acadêmicas, precarização das condições de trabalho de docentes, sistemática e cruel redução do orçamento para o MEC, chegando a esse esquema paralelo de liberação de verbas para potenciais aliados em sua campanha à reeleição, Bolsonaro consolida-se como o inimigo público número 1 da Educação.


Os deveres do governo para com a Educação sucumbem à demanda de pastores, que se somam à pauta fundamentalista e anti-público desse governo.