Reedição envergonhada do projeto de privatização da década de 1990



A ADUnB considera o projeto do MEC uma reedição envergonhada do projeto de privatização do ensino público superior apresentado na década de 90 pelo Banco Mundial, pelo governo FHC e seu ministro Paulo Renato. Marcadas as diferenças temporais, como não envolver os Institutos Federais naquele momento pelo simples fato destas não existirem ainda, o MEC ressuscita as ideias de:


Carreirização - com o estimulo a competição desigual;

Elitização - do acesso à formação de castas internas;

Rankeirização - impondo disputas entre realidades distintas;

Finaceirização - dispondo dos recursos públicos pra insegura capitalização;

Mercantilização - transformando a educação em balcão de negócios, via encubadoras e empreendedorismo;

Privatização - com cobranças de taxas e mensalidades;

Intervenção - com o fim da democracia administrativa e a imposição de gerentes-interventores;

Rentismo - disponibilização patrimonial.


Faz 20 anos que neste continente barramos essa política com muita mobilização e luta. A unidade nacional dos três segmentos (estudantes, técnicos-administrativos e docentes) foi fundamental nesse processo. Neste momento estamos trabalhando diuturnamente, dentro e fora da UnB, na construção da Unidade e em defesa da educação e da soberania nacional.


A proposta do MEC não é uma alternativa e abrir seu debate na Comunidade é permitir que sejamos pautados por essa política. Nossa pauta segue a mesma: Exigimos o cumprimento da Constituição Federal, o descontingenciamento e a recomposição orçamentária das IFES e IFs, o retorno dos investimentos para bolsas, pesquisas e inovação, o respeito a democracia e a autonomia interna, entre outras. E para isso, convocamos toda a Comunidade Universitária da UnB a somar forças na Greve Geral da Educação, 13/08, onde novamente, unidos, defenderemos o Futuro que queremos.


JACQUES DE NOVION

Vice-presidente da ADUnB

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