Em plenária histórica, entidades da educação defendem a vida, vacinação universal e 'Fora Bolsonaro'

Encontro reuniu mais de 200 representações do movimento educacional brasileiro e internacional


Um momento histórico na luta unificada pela educação pública brasileira. Assim foi a Plenária Nacional em Defesa da Educação Pública, realizada nesta quarta-feira (31/3), em plataforma virtual, com transmissão ao vivo para todo o país. O evento reuniu mais de 200 representações do movimento educacional brasileiro e internacional em um grito unificado pela vida, pela democracia, pela educação pública e pelo 'Fora Bolsonaro'.


Clique aqui para ler o documento final da plenária: "Carta de Trabalhadoras e Trabalhadores da Educação e de Estudantes ao Povo Brasileiro"

A plenária teve a participação de diversas entidades nacionais da educação, centrais sindicais, Frentes e Fóruns Nacionais e entidades de base. Além do movimento nacional, entidades internacionais da educação também integraram o evento, como a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE), a Confederação dos Educadores Americanos (CEA) e o Conselho de Educação Popular da América Latina e do Caribe (CEAAL).


Rosy Zúniga, educadora popular e secretária geral do CEAAL, disse que o legado de Paulo Freire deve ser combustível para denunciar as diversas formas de opressão impostas pelo governo. "O Brasil está passando por uma investida criminosa e genocida do governo autoritário de Bolsonaro. Devemos unir esforços coletivos e lutar pela educação pública, laica, gratuita e de qualidade para todos. Nos juntamos à proclamação 'Fora Bolsonaro' e 'Vacina gratuita para todos e todas'", afirmou.


As entidades manifestaram-se contra a política genocida do governo federal, que agrava a já devastadora crise sanitária, ambiental e política que o país atravessa. "A defesa da educação pública, hoje, é mais do que nunca a defesa das liberdades democráticas", afirmou Rivânia Moura, presidente do ANDES-SN. Para ela, isso se traduz na luta em defesa da vida e da vacina "gratuita, para todas e todos, com quebra das patentes, e que possa ser universalizada e produzida pelo nosso Sistema Único de Saúde".


Ada Luiza, coordenadora geral do DCE Honestino Guimarães, falou da união dos segmentos da Universidade de Brasília em defesa da educação. "Aqui na UnB, temos uma experiência muito importante de unidade dos segmentos, e eu acredito que se a gente se juntar aos professores, servidores e estudantes, a gente vai conseguir derrubar esse governo e defender a nossa educação e a nossa universidade pública".


Sobre a unidade na luta, David Lobão, coordenador geral do SINASEFE (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), lembrou que passaram-se 20 anos sem uma atividade unitária dos trabalhadores da educação. Os participantes também defenderam a luta para garantir a educação como processo dialógico, democrático, plural e crítico, e lembraram os inúmeros ataques e perseguições políticas a professores e professoras, trabalhadores e trabalhadoras da educação e estudantes.


"Não vamos nos intimidar com bravatas, com aventuras golpistas e ilícitas que tentam silenciar lutadoras e lutadores. Nós estamos aqui para enfrentar esse governo fascista de Jair Bolsonaro, esse genocida que está no poder. Não nos intimidaremos com ações truculentas de quem quer que seja", protestou Matheus Santana, representando na plenária as seções de base do Sinasefe.


As entidades alertaram ainda sobre o retrocesso generalizado promovido pelo governo nas áreas da saúde, educação, reforma agrária e ambiental, e outras políticas públicas relevantes para a garantia do bem-estar social. "A educação, nesse momento, cumpre um papel fundamental de enfrentamento e de organização da classe trabalhadora, dos setores estudantis, da juventude e do setor de vulnerabilidade desse país para destruir a política desse governo fascista", disse Toninho Alves, da Fasubra Sindical.


Conquistas e direitos sociais consagrados constitucionalmente, lembraram os participantes, estão sendo destruídos por medidas políticas como a Emenda Constitucional nº 95/2016, as Reformas Trabalhista e Previdenciária, a EC 109/2021 e a PEC 32/20, que esvaziam avanços institucionais e normativos conquistados nas últimas décadas.


"Na pauta da educação do campo, a nossa luta tem sido direcionada para que se cumpra o Plano Nacional de Educação e suas metas, mas, infelizmente, ele se encontra ameaçado pela EC 95, que congela os investimentos em áreas críticas essenciais, sobretudo neste momento de pandemia", exemplificou Ediane Barbosa, da CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).


A educação esteve no debate como direito público fundamental para superar as desigualdades sociais brasileiras. A deliberação final da plenária foi pela "consolidação das lutas em defesa da vida, da democracia e da educação pública, gratuita, laica, democrática, inclusiva e de qualidade social''. As entidades posicionaram-se contra "os desmandos e retrocessos" nas políticas públicas do governo e consolidaram o grito "Fora Bolsonaro".


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