Desligamento por morte é maior entre trabalhadores/as da educação

Somente no primeiro quadrimestre de 2021, número de óbitos aumentou 128%

O número de desligamentos por morte de trabalhadores/as brasileiros/as saltou de 18.580 óbitos nos primeiros quatro meses de 2020 para 35.125 óbitos no mesmo período de 2021, ou seja: um aumento de 89% de mortes de trabalhadores/as de todos os setores.


Dos cinco setores com maior aumento da quantidade de desligamentos por morte, a educação é o que, em números absolutos, mais teve contratos extintos: somente entre janeiro e abril de 2021, 1.479 trabalhadores/as da educação foram a óbito, número que representa um crescimento de 128% em relação ao mesmo período de 2020, com 650 mortes no setor.


Entre os profissionais da educação, professores/as com ensino superior, que lecionam no ensino médio, representaram um aumento de 137% no número de desligamentos por morte no período de um quadrimestre: de 70 óbitos entre janeiro e abril de 2020 para 166 entre janeiro e abril de 2021.


O número de contratos extintos por morte entre professores/as de nível médio que atuam na educação infantil e fundamental também teve grande aumento: de 26 óbitos registrados entre janeiro e abril de 2020 para 258 no mesmo período de 2021, representando um crescimento de 238% no total de desligamentos por morte.


E grande parte dessa trágica estatística, cabe destacar, derivada da falta de vacinas contra a covid-19.


Fontes: DIEESE e Ministério da Economia