CR: fortalecimento da representação no sindicato para a defesa de direitos

Docentes tomaram posse como conselheiros da ADUnB nesta sexta (18).


A defesa dos direitos da categoria e da universidade pública, gratuita, socialmente referenciada e de qualidade, além da luta contra as políticas destrutivas do governo Bolsonaro, serão os pontos de unidade que conduzirão o novo Conselho de Representantes (CR) da ADUnB Seção Sindical. Em reunião online nesta sexta (18), os(as) professores eleitos para o colegiado tomaram posse.


Além da união docente contra os retrocessos, os(as) representantes e a diretoria falaram sobre o fortalecimento do caráter deliberativo do CR nas ações do sindicato. Participaram da posse cerca de 50 pessoas, entre novos Conselheiros, a diretoria e filiados(as).


“Esse Conselho dá o tom político do sindicato dentro da Universidade. Mesmo que tenhamos saudáveis disputas políticas, o que nos une é a necessidade da luta e da defesa de nossos direitos. Nossas diferenças de ideias são saudáveis e, acima de tudo, estamos juntos contra esse governo fascista e genocida. Hoje estamos felizes com essa responsabilidade e estimulados a fazer com que esta instância seja combativa, democrática e representativa”, Patrícia Cristina da Silva Pinheiro (ICH/SER), suplente da presidência da ADUnB.


“Precisamos de um sindicato nacional muito forte e o ANDES não teria essa força que tem

se não tivesse seções sindicais fortes. As seções se fortalecem mais com o Conselho de Representantes e esse movimento efetivo de base tem um peso. É por isso que nos colocamos aqui”, afirmou Lúcia Lopes, conselheira titular do Serviço Social.


Já o conselheiro Benny Schvarsberg, professor titular da PRO/FAU, destacou a intensa agenda de debates, mobilizações e de lutas em defesa da ciência, da Educação e da Cultura. Falou, ainda, da realização de uma "política expressiva de enfrentamento à Covid-19, como comunidade universitária, e a defesa incessante do conhecimento científico no combate à pandemia”.


Jacques de Novion, presidente da ADUnB, agradeceu e cumprimentou a atuação dos(a)s conselheiro(a)s que representaram os departamentos e unidades na gestão ADUnB Viva (2018-2020) "por sua atuação, compromisso, envolvimento com diálogo e respeito e em unidade para enfrentar os ataques dos últimos dois anos. Foram tempos difíceis e soubemos responder”, afirmou.


“E damos posse à nova composição com a tarefa de dar continuidade à defesa das conquistas e a busca da ampliação dos nossos direitos. Os próximos anos serão difíceis, uma vez que se mantém o mesmo governo e as mesmas políticas obscurantistas, somados à pandemia. Juntos, atuaremos na construção de um sindicato forte e atuante”.


Demandas

A saúde docente, a Reforma Administrativa, a acessibilidade nos campi e a participação dos(as) docentes foram outros temas abordados pelos representantes.


“Essa questão da saúde abocanha um grande percentual do salário dos professores ativos e aposentados. Precisamos também avaliar a possibilidade de se fazer algo em relação ao aumento informado pela GEAP”, afirmou o ex-presidente da ADUnB, Luis Antonio Pasquetti. Agora conselheiro suplente da FUP, o professor destacou ainda a importância da atuação do sindicato na luta contra a Reforma Administrativa.


Para Dulce Rocha, deve-se, ainda, fazer um levantamento da situação da saúde dos professores. “Não o que já tem sido feito, relacionado à questão psicológica e à depressão, mas outros problemas de saúde que os colegas vêm reclamando. Isso pode ser uma reivindicação importante para encaminhar à reitoria e ver como o sindicato poderia ajudar nossos colegas”, afirmou a também suplente da FUP.


Já a representante Rosana Climaco destacou a importância da participação dos docentes que não estão na ativa: “Precisamos da participação sobre o que se espera, o que se pretende e o que poderia se propor como melhorias para a condição dos aposentados junto à diretoria da ADUnB”.


Sobre a gestão


A tesoureira da ADUnB, Eliene Rocha, destacou que a nova diretoria está realizando ações organizativas que serão apresentadas ao Conselho para deliberação coletiva. “Vamos trazer o debate sobre o planejamento desta gestão a partir do plano de ação

que foi a pauta de nossa construção coletiva (por ocasião da eleição). O planejamento estratégico é um desdobramento desse compromisso de fazer uma gestão coletiva”, afirmou.


Ela destacou ainda que a diretoria executiva estará empenhada em fazer, de fato, o CR como o interlocutor com os departamentos e unidades e que trabalhará para ter um calendário das reuniões ordinárias.


Processo eleitoral


Mesmo com a pandemia e as dificuldades do ensino remoto, além do final do semestre letivo, 29 unidades da Universidade de Brasília inscreveram chapas completas para a disputa do Conselho de Representantes da ADUnB, além da representação dos aposentados.


“De modo geral pode-se considerar que a eleição foi tranquila e que o trabalho da empresa Latitude atendeu aos propósitos da eleição”. Ele destacou que a maior dificuldade foi determinada pela mobilização para o provimento das vagas.


“Estamos avaliando na diretoria como retomar a mobilização para o provimento das vagas de representantes que não puderam ser preenchidas neste processo”, afirmou o professor e diretor da ADUnB, Claudio Menezes, um dos integrantes da Comissão Eleitoral.


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