Cortes no CNPq afetarão 1,4 mil bolsistas na UnB


Em outubro, cerca de 1.469 pesquisadores da Universidade de Brasília ficarão sem o pagamento de suas bolsas de pesquisa. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está sem orçamento para a manutenção das parcelas e suspenderá, na UnB, 239 bolsas de mestrado, 250 de doutorado, 15 de pós-doutorado, 327 bolsas de produtividade científica e 15 de desenvolvimento tecnológico-industrial.

A Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) alertou a reitoria, por meio de ofício protocolado na sexta-feira (23/8), sobre o impacto das restrições orçamentárias do CNPq na universidade e no desenvolvimento científico do país e solicitou que a administração superior convoque reunião de urgência com as coordenações de programas de pós-graduação e os professores bolsistas de produtividade do CNPq para informar a situação.

“Em face a um cenário de tamanho potencial devastador para a pesquisa e pós-graduação, acreditamos que seu enfrentamento, ultrapassa a responsabilidade exclusiva da nossa seção sindical e envolve responsabilidades institucionais evidentes, até porque o impacto social da suspensão aos membros de nossa comunidade será enorme”, anuncia o ofício.

O documento foi elaborado depois que o sindicato recebeu um ofício (LEIA AQUI) da Associação dos Servidores do CNPq (Ascon) informando o cenário dos cortes na universidade e no país. A Ascon advertiu que, sem a complementação orçamentária de R$ 300 milhões para o CNPq, cerca de 84 mil bolsistas no Brasil (82.847) e no mundo (558) ficarão sem suas mensalidades. “Algumas modalidades de bolsas atingidas por essa restrição orçamentária contribuem diretamente com diversas pesquisas estratégicas em andamento no País e a interrupção nos pagamentos as descontinuará, acarretando diversos prejuízos de longo prazo”, aponta o documento, revelando um cenário que compromete a próxima geração de pesquisadores. Se não houver complementação orçamentária, 35 mil estudantes de graduação deixarão de receber bolsas de Iniciação Científica (no valor de R$ 400).

Seminário em defesa do CNPq

A ADUnB pretende formar uma rede de proteção ao CNPq e promoverá, no dia 10 de setembro em parceria com a Ascon, o seminário “Somos todos CNPq”, com a presença de pesquisadores expoentes de diversas áreas do conhecimento, entidades de fomento à ciência e tecnologia e a comunidade acadêmica.


“O planejamento do fim do CNPq integra o pacote de destruição da ciência e tecnologia brasileiras, que vem com a PEC do congelamento de gastos na educação e saúde, com o contingenciamento das despesas da universidade e, mais recentemente, com o Future-se”, afirmou Claudio Lorenzo, diretor da ADUnB. “Estamos empenhados em mobilizar não apenas a comunidade científica e universitária brasileira, mas toda a sociedade, para conseguirmos reagir, enfrentar e barrar essas destruições”.

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