Consuni aprova moção de repúdio aos ataques de Weintraub à UnB. A ADUnB acionou o MPF.


Reunião do Consuni. Foto: Audrey Luiza/Secom UnB

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade de Brasília (UnB) divulgou, nesta quarta-feira (18), uma moção de repúdio aos ataques dirigidos à UnB por parte do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Na reunião, os conselheiros recomendaram que a Administração Superior da UnB tome as "medidas cabíveis para a reparação dos danos causados à instituição".


O conselho da instituição se refere a declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante audiência convocada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para esclarecer as alegações do executivo sobre a existência de drogas nas universidades federais, inclusive na UnB. Na ocasião, parlamentares também questionaram Weintraub sobre agenda com o Ministro do Tribunal de Contas da União, Walton Alencar Rodrigues, na qual ele teria pressionado o gestor para a não aprovação das contas da UnB - que já foram aprovadas pela área técnica do Tribunal.


"Trata-se de uma inequívoca estratégia de desqualificação da Universidade de Brasília perante a sociedade, seja por meio da disseminação de informações falsas ou imprecisas para a opinião pública ou da utilização de métodos não republicanos para uma eventual manipulação de decisões. Cabe, de um lado, ressaltar que a universidade é parte da sociedade e nela encontram-se as mesmas situações que se observam fora dela, e, de outro lado, reiterar que as contas da instituição já foram consideradas regulares pela área técnica do TCU, o qual, como se sabe, deve primar pela transparência, pela lisura e pela imparcialidade na análise dos processos dos órgãos públicos federais", diz a nota.


Presente na reunião, o presidente da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), Luis Antonio Pasquetti, relatou que a entidade pediu a demissão de Weintraub. "Essa escolha é uma prerrogativa do presidente da República, mas entendemos que esse ministro passou dos limites. Tudo que fala sobre docentes é extremamente ofensivo e demonstra o quanto não trabalha pela educação". O sindicato entrou com representação no Ministério Público Federal contra as falas do gestor.


Da redação da ADUnB, com informações da UnB (Secom/UnB)



Links Úteis