CDHUnB se mobiliza contra casos de assédio institucional

Conselho de Direitos Humanos da UnB atua para promover a erradicação de atos discriminatórios

Não bastasse a Reforma Administrativa ser uma alavanca nos privilégios e apadrinhamentos políticos, é também uma forma de intensificar as perseguições a servidores/as. No setor educacional, os ataques do governo estão cada vez mais fortes e normalizados. De 2013 até junho deste ano, foram contabilizadas 850 práticas de assédio institucional a servidores/as e organizações, no país. Só no governo Bolsonaro foram 308 ocorrências, sendo 36 referentes a servidores públicos, 33 à saúde pública e 14 no ensino superior.


Embora não seja uma prática recente, os ataques de cunho político e ideológico têm sido intensificados pelo atual governo, porque, instituições e servidores/as, em especial professores/as, que fizeram oposição pública à política governamental do presidente e seus aliados passaram a ser enquadrados institucionalmente.


Na Universidade de Brasília, diversos profissionais da educação foram assediados moral e institucionalmente, obrigando alguns, inclusive, a optarem por uma espécie de auto-exílio, como foi o caso da Professora Débora Diniz, da Faculdade de Direito, que deixou o país em 2018.


Em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, e do direito à livre expressão, a reitoria da UnB, junto ao Conselho Universitário, composto por docentes do campo dos direitos humanos, institutos da UnB e ADUnB (representada pela Professora Patrícia Pinheiro), instituiu frentes de trabalhos focadas em: retomar o Plano de Direitos Humanos para Educação, que tem como intuito promover o enfrentamento ao assédio moral dentro das instituições por meio da promoção de programas e ações de caráter pedagógico; a conscientização e a valorização dos direitos humanos; reconhecimento e valorização das diferenças; prevenir e reprovar qualquer desvalorização dos direitos humanos; e promover a erradicação de atos discriminatórios.