CONAD analisa formação de comissão contra o pacotaço de Bolsonaro que pode privatizar Educação

Atualizado: 14 de Jul de 2019

O pacotaço de desmonte da Educação Superior Pública que o governo Bolsonaro deve apresentar ainda este mês movimentou a plenária do CONAD nesta noite. Os participantes discutem a formação de uma comissão para definir ações de luta contra a ameaça de cobrança de mensalidade por faixa de renda, da formação de juntas de governança coordenadas pelo Planalto e da demissão de servidores. "A plenária precisa aprovar ações. Se esse plano se concretizar, teremos que fazer uma luta mais dura. Precisamos nos antecipar a isso que o governo está propondo, esse plano vai destruir a universidade", afirma Luis Antonio Pasquetti, presidente da ADUnB.


Os (as) delegados (as) e os observadores (as) ainda avaliam se o item entrará na pauta. A Associação dos Docentes da UnB defendeu, durante a plenária de hoje do CONAD, que o conselho delibere pela formação de uma comissão de lutas contra o pacote de privatização da Educação que o governo deve anunciar nos próximos dias. "Não dá para esperar que o plano de desmonte da Educação seja lançado para depois definirmos o que fazer", afirma Liliane Machado, diretora da ADUnB.


Os participantes do CONAD discutirão na plenária de domingo (14) a aprovação de um “manifesto de alerta em defesa do ensino superior público e gratuito.” Antecipando as discussões, no entanto, os delegados e delegadas aprovaram na noite de sábado a inclusão de TR que orienta o sindicato a rejeitar e combater qualquer proposta que tente alterar a natureza jurídica das instituições públicas de ensino, mantendo seu caráter gratuito, bem como a autonomia de sua gestão.


GREVE GERAL DE 13 de AGOSTO


O CONAD também deliberou pela construção de uma greve geral da Educação no dia 13 de agosto e pelo firme posicionamento do sindicato na reafirmação de Paulo Freire como patrono da Educação brasileira. A reintensificação da luta do ANDES pelo reenquadramento dos aposentados na carreira docente com ações políticas e jurídicas também foi aprovada pela plenária de hoje (13/7).

Os participantes do conselho aprovaram ainda o TR 14, que trata da inserção do Sindicato Nacional na CSP Conlutas. Os delegados e delegadas debateram a efetividade da representação dos sindicatos na Central e o alinhamento das lutas da categoria à política da CSP Conlutas. O presidente do ANDES, Antônio Gonçalves, defendeu a permanência do Sindicato Nacional na Central, alegando que a inserção proporciona maior formação da militância e confere à entidade o caráter de um “sindicato classista”, que não se dedica apenas à luta pela defesa da remuneração e benefícios.

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