Categorias que aderiram à greve do dia 14 têm importância estratégica e podem parar o país

A adesão anunciada de importantes categorias de trabalhadores à greve geral do dia 14 de junho mostra que a expressão “o Brasil vai parar” não será apenas um recurso de retórica. Para demonstrar todo o repúdio contra reformas que pretendem anular direitos e contra um governo que em seis meses só agiu em prol de uma agenda de desmonte das instituições, trabalhadores de todo o setor de transportes – aeroviários, aeroportuários, portuários, motoristas e cobradores rodoviários, metroviários e ferroviários – estarão paralisados no próximo dia 14.

A grande greve conta também com a adesão dos petroleiros, trabalhadores do Judiciário Federal, do Ministério Público da União, Bancários, da construção civil e da metalurgia. Isso sem falar na articulação dos trabalhadores da Educação - das esferas federal, estadual e municipal.

O carro-chefe da greve geral do dia 14 é o posicionamento da sociedade contra a Reforma da Previdência. Mas outros itens são igualmente representados na pauta de insatisfação dos cidadãos com o governo Bolsonaro. Da parte da categoria da Educação, os trabalhadores vão parar contra os cortes nas universidades públicas federais, contra os recorrentes ataques do governo e de seus aliados à liberdade de cátedra e contra a tentativa de desqualificação dos docentes e das instituições de ensino gratuitas.

Mas os trabalhadores têm outros motivos para aderir à greve-geral, entre eles o mau desempenho do governo, que em vez de apresentar políticas efetivas de combate ao desemprego tem lançado mão de medidas que aumentam ainda mais a recessão, freiam a geração de novos postos de trabalho e favorecem exclusivamente especuladores que não agregam nenhum valor ao setor produtivo do país.

A greve também contará com a adesão de servidores públicos de áreas diversas. Os funcionários do Estado reclamam das políticas de privatização e da tentativa de desmonte do serviço público.

Por esses motivos, a ADUnB convida todos e todas trabalhadores (as) para aderir à greve geral do dia 14 de junho. Devemos parar o país para demonstrar nossa indignação.

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