Audiência DGP com empresas operadoras de planos de saúde


Conforme divulgado anteriormente, o DAF publicou um convite a empresas prestadoras de serviços de assistência à saúde para uma audiência pública, para reunião com o Decanato e a equipe de planejamento da contratação, visando obtenção de informações relativas aos portfólios de serviços oferecidos e outros aspectos relevantes à futura contratação.


A reunião ocorreu em 19/04/2022, com 25 participantes, a maioria pessoal de órgãos internos da UnB e representação da ADUnB. Das empresas ligadas ao setor compareceram representantes da Qualicorp e Allcare, que são administradoras de benefícios, não de planos de saúde e, aparentemente, da GEAP.


Os representantes das empresas pediram explicações sobre por que a UnB deseja fazer uma licitação se já tem uma gama enorme de planos de saúde ofertados via acordos com MEC, à qual a UnB aderiu. Por razões que desconhecemos, estas opções, assim como os convênios já existentes com a GEAP e ASSEFAZ, não são divulgados pela administração da UnB, e muitos dos servidores da FUB, especialmente os mais novos, desconhecem a existência dessas opções.


Os representantes da Qualicorp e da Allcare, que, reiterando, são administradoras de benefícios, não operadoras de planos de saúde, naturalmente defenderam seus interesses puramente comerciais. São empresas responsáveis apenas pela administração de planos de saúde de operadoras comerciais, que, essencialmente, visam lucro. Há oito modalidades de operadoras de saúde suplementar, algumas das quais, como os planos de autogestão, operam sem fins lucrativos, e isto faz uma diferença enorme nos preços, na cobertura e na gestão. A ADUnB divulgou recentemente uma Nota Técnica sobre Planos de Saúde na qual descreve o funcionamento da saúde suplementar e as opções atualmente disponíveis para servidores da UnB.


Em seu óbvio interesse, insistiram no argumento que a UnB, fazendo uma licitação isolada, não pode esperar obter preços e configuração de serviços melhores do que aqueles já oferecidos pelos acordos do MEC. Salientaram que o MEC tem uma carteira potencial de 400 mil vidas (a da UnB é de cerca de 23 mil, isso se todos os docentes migrarem dos seus atuais planos para os novos). Portanto, dada a diferença de tamanho da carteira de vidas, eles alegaram que seria impossível obter condições melhores do que as oferecidas ao MEC. Criticaram o fato da UnB fazer exigências de condições que não estão previstas no rol da ANS e também o fato de a UnB não divulgar os serviços que já são ofertados.


Os representantes, tanto da Qualicorp como da Allcare, deixaram claro que não irão oferecer nada melhor do que já oferecem via MEC.


De resto, nós da ADUnB entendemos que a oferta de assistência à saúde suplementar aos seus servidores e servidoras é obrigação patronal, no caso, da UnB, que é quem pode – e deve – ofertar e propiciar serviços de saúde que proporcionem efetivas melhorias das condições de acesso a serviços de saúde suplementar de qualidade, acessíveis em custos a todos/as docentes e servidores/as técnico-administrativos/as e de suas famílias.


Como temos feito desde que esta questão começou a ser estudada, ainda em 2018, a ADUnB continuará acompanhando o processo de escolha do(s) plano(s) de saúde e segue à disposição da administração central para colaborar nesta ação.


Diretoria da ADUnB