Assembleia Geral referenda participação na greve geral da Educação do dia 13 de agosto

Atualizado: 22 de Ago de 2019


Docentes também aprovaram uma “agenda de estado de greve”, rejeição ao Future-se e convite ao jornalista Glenn Greenwald




A Assembleia Geral Docente aprovou a participação dos professores e das professoras da UnB da paralisação de amanhã (13) em Defesa da Educação Pública e contra a Reforma da Previdência. Como efeito da mobilização e adesão à greve geral, as aulas e demais atividades acadêmicas também serão suspensas. Os participantes e as participantes da assembleia também deliberaram pela indicação da contrariedade da categoria em relação ao “Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras – Future-se.”



A demonstração da rejeição da comunidade docente ao projeto do governo deverá acompanhar a construção de análises críticas sobre o Future-se, com o objetivo de informar a sociedade, fornecendo elementos que denunciem a gravidade dessa proposta. Para viabilizar esse trabalho, a assembleia também aprovou a criação de um grupo de trabalho para debater o Future-se, realizando a verificação dos relatórios jurídicos e demais documentos já produzidos sobre o projeto, além de análise conjuntural. Três docentes já foram indicados para o GT, que também pode contar com a participação de servidores técnico-administrativos e estudantes. A composição final do grupo será tema de debate na plenária, que reunirá representantes dos três segmentos na próxima quinta-feira (15), às 12h, no auditório do SINTFUB.



A assembleia discutiu, ainda, o indicativo de uma Greve Geral da Educação, assunto que foi tema de pauta do CONAD, em julho. Diversas falas indicaram que há um consenso de que a mobilização precisa, antes, ser amplamente debatida e construída em todas as instâncias da comunidade acadêmica. Nesse sentido, a categoria deliberou pela aprovação de uma “Agenda de estado de greve.” A “agenda” foi definida como a realização de reuniões sistemáticas do Conselho de Representantes, de atividades alternativas, de discussões nas unidades acadêmicas, de debates no âmbito da comunidade universitária e do fortalecimento e aprimoramento da comunicação entre diversos setores da sociedade civil.




A assembleia também aprovou a realização de debate, na ADUnB, com a presença do jornalista Glen Greenwald, fundador do portal The Intercept. O jornalista foi aclamado pelos participantes da reunião como um defensor da democracia e do Estado democrático de Direito.



ANÁLISE DE CONJUNTURA




Representantes do ANDES-SN, da CUT-DF e do CNTE participaram da Assembleia e apresentaram análises conjunturais. Madalena Borges, diretora do Sindicato Nacional da Educação, da coordenadoria de Ciência e Tecnologia, apontou inconsistências jurídicas no Future-se, entre elas, o regime jurídico das organizações sociais. Segundo a diretora do ANDES, a lei permite que uma OS, por exemplo, entre em processo de falência. Com isso, professores que (hipoteticamente) trabalhem em instituição que faça a adesão ao projeto podem não receber nada. “O Future-se compõe-se de 18 páginas de afronta. A redução de investimentos na Educação vem se agravando, e, agora, chegamos ao ponto de o Estado tentar se desobrigar de financiar a Educação. É uma proposta perversa.”




Aroldo Fernandes, da assessoria jurídica da CNTE, também ressaltou as ininterruptas ameaças ao Ensino Público. “Existe em marcha um projeto de ataque à Educação. Se olharmos atentamente, ele tem um contínuo, começou em 2016, primeiro contra a Educação Básica e hoje tem desdobramentos na Educação Superior.”




O secretário-geral da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, conclamou a comunidade acadêmica da UnB para o ato de amanhã (13). Segundo Rodrigues, a greve não tem como mote apenas a defesa da Educação. A paralisação representa um grito geral, um apelo da sociedade em defesa de direitos sociais. “Temos uma disputa da sociedade que está posta há muito tempo, é um golpe contínuo. O impeachment abriu caminhos para a extirpação de uma série de direitos da classe trabalhadora. A reforma da previdência é interesse do mercado, da classe empresarial”, afirmou.

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