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ANDIFES constituirá grupos para estudar projeto Future-se



A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) anunciou hoje (17) que constituirá grupos de trabalho para analisar os impactos jurídicos, administrativos e educacionais do projeto Future-se. O presidente da Andifes, Reinaldo Centoducatte (UFES), afirmou que somente após os estudos internos a entidade poderá se posicionar sobre uma futura adesão ou rejeição ao plano do governo que estabelece mudanças no sistema de gestão das universidades e institutos federais para captação de recursos e autogestão financeira. “Entendemos que é uma proposição que pode implicar em mudanças significativas no modelo de captação de recursos e gestão das universidades e institutos federais. Nos colocamos à disposição junto ao ministro da Educação e estamos dispostos a ampliar o debate, analisar os pontos dentro das nossas instituições, e na própria Andifes, utilizando conhecimento técnicos e a colaboração de pessoas que possam melhorar a gestão das nossas universidades.”

Segundo Centoducatte, os reitores e reitoras não participaram de discussões prévias para a elaboração da proposta e só tomaram conhecimento do teor do Future-se ontem (16), em uma apresentação convocada pelo MEC. A Andifes convidou o ministro Abraham Weintraub para participar da reunião do pleno da associação no próximo dia 25, com o objetivo de conhecer detalhes do projeto. O presidente da Andifes afirma que qualquer posicionamento agora é “prematuro”, pois o texto apresentado é uma versão preliminar. “A proposta não está formulada, o que temos é um conjunto de indicativos para servirem como subsídio para a elaboração de uma nova legislação e do contrato de adesão.”

O reitor da UFES ressalta, porém, que as garantias constitucionais não podem ser ameaçadas. “Entendemos que as universidades têm sua autonomia de gestão garantida na Constituição brasileira. É fundamental a garantia da autonomia da universidade. Defendemos o ensino público gratuito e de qualidade.”

O vice-presidente da Andifes, João Carlos Salles (UFBA), destacou a importância de resolver os problemas de contingenciamento do orçamento das universidades e institutos antes de discutir projetos futuros de financiamento. “Não podemos fechar os olhos para a situação que a universidade passa, com 30% dos recursos de custeio contingenciados. Discutir o futuro é importante, mas temos um presente que ameaça o funcionamento regular das universidades nos próximos meses.” De acordo com Salles, o amadurecimento do plano do governo deve contar com a participação da Academia. “Qualquer proposta para pensar a universidade não pode deixar de contar com a expertise, com a competência instalada e com os exemplos que podem vir das próprias universidades.”

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