ADUnB participa de atos contra a PEC 32


Convocados/as por diversas entidades sindicais – ADUnB entre elas –, servidores/as públicos/as intensificaram em Brasília, ontem (14), a agenda de lutas para retirada de pauta da PEC 32/2020, que tem diversos pontos inconstitucionais, em apreciação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados até amanhã (16), quando poderá ser votada.


Se aprovada, a reforma administrativa prevista na proposta de emenda constitucional afetará frontalmente não apenas servidores/as públicos/as, mas toda população em seu direito à saúde, à educação e demais serviços públicos cuja prestação será dada à iniciativa privada.


As manifestações começaram bem cedo, no Aeroporto JK, onde centenas de servidores/as esperaram o desembarque de parlamentares vindos de suas bases, aos os quais apresentaram suas reivindicações e dialogaram sobre esta que será não só mais uma retirada de direitos da classe trabalhadora, mas a mais devastadora já promovida pelo governo Bolsonaro, cujo ministro da Economia, Paulo Guedes, tem no servidor público a falaciosa imagem de inimigo público, cortina de fumaça para o seu projeto entreguista e servil ao mercado.


Esse interesse do governo federal está totalmente contemplado no parecer do relator da PEC 32/202, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), entregue ontem à tarde aos parlamentares integrantes da Comissão Especial, em sessão iniciada às 14h, mesmo horário em que servidore/as iniciaram uma marcha percorrendo toda a Esplanada dos Ministérios até chegarem à Câmara dos Deputados, onde reforçaram as críticas à proposta e as reivindicações à categoria das esferas municipal, estadual e federal, exceto juízes, promotores e parlamentares.


No que toca os/as trabalhadores/as da educação, a reforma administrativa prevê, entre outras perdas, redução orçamentária ainda maior, fim das férias de 45 dias, fim da obrigatoriedade de cargos e funções internos à Universidade serem assumidos pelos próprios docentes, podendo ser indicados agentes externos, cortes de até 25% de salários e carga horária de trabalho e outras formas de controle da carreira, precarização da pesquisa científica, com redução de recursos para pesquisa, material e salários, e sem pesquisa pública a iniciativa privada determinará o que deverá ser pesquisado, quando, como e para quem.


Novas manifestações para barrar a destruição do Estado estão previstas até sexta-feira.


Foto: Luiz Rocha/LPS/MÍdiaNINJA