ADUnB na Mídia - Educação: mais lucro e privilégio para poucos e menos direito para milhões


"Se antes o Prouni contemplava apenas estudantes do ensino médio oriundos da rede pública, ou com bolsa integral em escolas privadas, agora estudantes egressos do ensino privado com bolsas parciais também terão acesso ao programa. E alterou – para pior, sempre – ainda o acesso daqueles para os quais o programa também foi criado: agora, o percentual de negros, pardos ou indígenas e pessoas com deficiência será considerado de forma isolada, não mais em conjunto.


Com essa medida, numa só paulada, Bolsonaro faz o seguinte:


- de forma ampliada e generalizada, retoma a exclusão das camadas mais vulneráveis, social e economicamente, dos espaços de produção de conhecimento;


- livra-se do dever de resolver a ociosidade de vagas derivada da dificuldade de estudantes pobres de assistir às aulas em modo remoto, porque ou não tinham estrutura tecnológica, ou porque tiveram que passar a trabalhar para ajudar no sustento da casa durante a pandemia cujo combate ele, criminosamente, negligenciou, e esses fatores resultaram nos menores números de inscritos no ENEM desde 2005;


- sem explicar esses fatos, alegou que mais de 175 mil bolsas do programa não foram usadas, então era preciso ampliar a “democratização do acesso” ao Prouni, desculpa fajuta para, pela enésima vez, passar mel nas presas do setor privado da Educação, interessado apenas na isenção fiscal, ampliada com mais alunos, não importando se serão abarrotados em salas de aula sem estrutura, gerando mais trabalho para professores/as, sem qualquer ganho salarial excedente para a categoria."


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Foto: Evaristo Sa / AFP