ADUnB atua para mapear e propor ações na relação do trabalho e a saúde dos (as) docentes

De assédio moral às doenças psicossomáticas: ADUnB atua para mapear e propor ações na relação do trabalho e a saúde dos (as) docentes


Depressão, ansiedade, tensão, problemas na garganta, dores no

peito, falta de ar, úlcera, problemas gastrointestinais. Estudos nacionais e

internacionais demonstram que estas são algumas das muitas doenças físicas e

psicossomáticas que atingem a categoria docente. E na UnB não é diferente. O

cenário de desvalorização profissional, precarização e um processo de

intensificação e aceleração do trabalho, tem levado categoria ao adoecimento,

com repercussões consideráveis do ponto de vista físico e mental.

Ao longo de 2019, a ADUnB realizou um levantamento epidemiológico

para conhecer a incidência dos agravos à saúde dos (das) docentes. O estudo

será objeto de articulação do sindicato com os setores responsáveis da

universidade, como o Decanato de Gestão de Pessoas (DGP/UnB), para aprimorar as

ações de defesa da saúde do (a) docente na universidade.

A iniciativa faz parte das ações do Grupo Trabalho e Saúde do

sindicato, coordenado pelo professor Mário César Ferreira (Instituto de

Psicologia). Nesta gestão foram realizadas tarefas para identificar, mapear e

propor ações para aprimorar as relações de trabalho e saúde dos (as) docentes

da UnB. “O GT é uma expressão viva da importância de um instrumento para que

possamos enfrentar coletivamente uma das contradições do trabalho docente: a

relação entre o trabalho e saúde. É uma ação para ir perto do trabalho dos

professores”, explica Ferreira.

O grupo atuou principalmente na temática da prevenção ao assédio

moral na Universidade. Além de palestras, reuniões e capacitações, produziu e

distribuiu um folder sobre Assédio Moral no trabalho. “Muitas das práticas de

assédio são provenientes da desinformação das pessoas em saber as definições

desse tipo de violência, inclusive para quem assedia”, explica o professor. O

assédio moral é uma violência invisível e repetida, nociva para a saúde física

e psíquica do (da) trabalhador (a), que pode sofrer situações de humilhação e

constrangimento, de maneira repetitiva e prolongada durante a jornada de

trabalho. Muitas vezes, é difícil de ser identificado.

Com base nas reivindicações do sindicato, o DGP designou um GT

para a melhoria nas diretrizes institucionais e fluxos de trabalho no combate

ao assédio moral e violência. Com representação de diversos setores da UnB e

representantes das categorias dos servidores técnico-administrativos,

professores e estudantes - o GT aguarda no momento sua institucionalização pela

Reitoria. A criação de uma minuta de uma “Política de Prevenção do

Assédio Moral e Outros Tipos de Violências” é um dos objetivos da Comissão, além

de um levantamento das questões de assédio em cada setor representado.

A ADUnB presta atendimento jurídico a casos individuais

específicos relacionados a problemas de assédio no trabalho e correlatos.


Notícia publicada no Jornal ADUnB:

https://www.adunb.org/post/jornal-adunb-publica%C3%A7%C3%A3o-especial-2018-2020

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