ADUnB: 42 anos de luta e resistência

Atualizado: Mai 25


A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) completa, neste 24 de maio, 42 anos. O sindicato, que conta com cerca de 2,5 mil filiados, um dos índices mais altos do país, atua historicamente em defesa da democracia, dos direitos dos professores e professoras e da educação pública brasileira.

Nos últimos anos, diante de um cenário de ataques às universidades federais, a ADUnB tem se mobilizado judicialmente e em articulação com outros atores da sociedade, como sindicatos e movimentos sociais, para defender os direitos dos(as) docentes e lutar pela educação superior pública, gratuita e de qualidade, pela pesquisa, a ciência e a tecnologia. Com a pandemia da COVID-19, o sindicato trabalha para cuidar e fortalecer a comunidade universitária que está na linha de frente da batalha contra o vírus e também aqueles(as) docentes que estão em isolamento, além de buscar as garantias de retorno às aulas com segurança sanitária e de trabalho.

“Hoje enfrentamos uma grave crise sanitária, econômica, social e política. E isso nos impele a continuar a luta, a exemplo dos que nos antecederam”, afirma o professor e presidente do sindicato, Luis Antonio Pasquetti. Fundada em 24 de maio de 1978, durante a ditadura militar, a ADUnB foi uma das principais resistências pela manutenção do ensino superior público de qualidade no país e foi, dentro da universidade, um dos atores da luta democrática travada pela sociedade brasileira contra o regime autoritário.

O vice-presidente do sindicato, o professor Jacques de Novion, destaca a coragem dos(as) fundadores que defenderam as conquistas e a ampliação de direitos da categoria. “É uma história marcada pela resistência em defesa da educação pública e gratuita, pela ampliação dos investimentos para pesquisa e inovação e pela inclusão da ciência e tecnologia em um projeto de nação onde os problemas da nossa sociedade se sobreponham aos interesses e desejos do mercado", disse. Segundo ele, a atual diretoria do sindicato não só mantém o seu compromisso de honrar essa história, como também de seguir aportando nessa construção com a mesma coragem, a mesma resistência e a mesma luta.

Comemorando seus 42 anos em meio a uma pandemia mundial, o sindicato mantém seu compromisso com a comunidade universitária e de Brasília. Para isso, implementou projetos para apoiar os profissionais, professores(as) e estudantes de medicina do Hospital Universitário de Brasília; auxiliar docentes aposentados que estão em quarentena por meio de serviços de entrega; ajudar professores(as) que estão no exterior e fortalecer pequenos comerciantes e produtores de alimentos locais.

Para o futuro retorno às aulas, a ADUnB reivindica as garantias de segurança de saúde e trabalho para os profissionais e estudantes universitários. "Não aceitamos retorno que não seja baseado na ciência, de forma prematura. Não aceitamos voltar a trabalhar sem as condições de segurança para os docentes, técnicos e para os nossos alunos, essa é a forma de honrar os que vieram antes e fortalecer o nosso sindicato", destacou o professor Luiz Araújo, secretário-geral.

Uma vitória recente da ADUnB foi a suspensão na Justiça do confisco salarial da Reforma da Previdência para os docentes no período da pandemia. Assim, o sindicato caminha vivo, se movendo para defender e ampliar os direitos dos(as) professores(as) e da sociedade brasileira. "A ADUnB se constituiu como uma grande organização sindical representando os professores da UnB. Honramos aqueles que nos antecederam e que nos ajudaram a construir esse grande sindicato. Professores e professoras, muita luta e resistência. Seguimos!”, termina Pasquetti.

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