8 de março, um dia para defender a equidade de gênero na ciência


O dia 8 de março é uma data de lutas para todas as mulheres. A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) convida a todas e todos para o ato deste domingo (8/3), com concentração às 7h, no Pavilhão do Parque da Cidade, de onde as mulheres seguirão em marcha até o Palácio do Buriti. O encerramento será na Torre de TV.


Além das pautas sociais, como a educação, a saúde e a previdência social, as mulheres lutarão pela equidade de gênero na ciência. De acordo com um levantamento de 2015 feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana. Enquanto 90% delas faz tarefas domésticas, apenas 50% dos homens cuidam da casa. Ao longo de 20 anos, as estatísticas mantiveram-se quase inalteradas, segundo o Instituto.


No espaço acadêmico e na ciência, essas desigualdades também são reproduzidas. Das bolsas melhor remuneradas de produtividade em pesquisa do CNPq, 75% são destinadas aos homens. Dentre as pesquisadoras que também são docentes no Ensino Superior, apenas 15% recebem bolsa de apoio à pesquisa.


Uma pesquisa promovida pela organização Parent in Science em 2019 demonstrou que a maternidade tem impacto negativo na carreira de mulheres docentes. Mais uma vez, a divisão sexual do trabalho impõe sobre as mulheres a responsabilidade pelo trabalho doméstico, emocional e pelo cuidado com os filhos, o que dificulta o exercício do trabalho formal pelas mães.


“São necessárias políticas públicas que compreendam a maternidade como função social. Por esta e outras formas de violência contra as mulheres, estaremos em luta neste dia 8 de março”, afirma Liliane Machado, diretora da ADUnB.

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