25 de Novembro, Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres


Em 1999, a Assembleia Geral da ONU instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa (As Mariposas), assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana. Desde então, nesta data, são realizadas reflexões e ações de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo mundo. Como as mulheres são as maiores vítimas do patriarcado, a luta pela erradicação total das inúmeras formas de violência de gênero deve ser feita todos os dias.


Quando se em violência contra as mulheres, destaca-se a mais grave de todas, a física, mas é extremamente importante lembrar que essa violência pode se dar de diferentes maneiras, tais como violência política de gênero e violência no trabalho, quando mulheres são abusadas psicologicamente e desrespeitadas por homens que acreditam ter maior importância ou conhecimento do que elas, quando recebem menos e são sobrecarregadas em suas funções. Além disso, há outras formas de negação de direitos que amplia as formas de violência, quando muitas não conseguem ter acesso aos serviços públicos de saúde e da educação.


Brasil: um país que não ampara mulheres


O Brasil tem uma das maiores taxas de feminicídio do mundo: a cada 6h30 uma mulher é morta, vítima de seu companheiro por uma construção social que coloca os corpos femininos como propriedade dos seus parceiros.

Na pandemia, foram registrados 1.350 feminicídios, e esse que é o tipo mais grave de violência de gênero teve um aumento de 37, 6%, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os casos de homicídio motivado por questões de gênero subiram em 14 das 27 unidades federativas, de acordo com o relatório. Ainda mais chocante é a idade dessas mulheres: entre 19 e 44 anos, mulheres jovens, mortas, em sua maioria (55% dos casos), por armas brancas. Além do feminicídio, os crimes sexuais também aumentaram, sendo 73,7% dos casos contra vítimas vulneráveis, ou seja, menores de 14 anos ou pessoas que não oferecem resistência.


Todos estes dados mostram que, embora haja um dia específico de combate à violência de gênero, ainda é necessário fortalecer políticas públicas que possam, de fato, responsabilizar os agressores, bem como assegurar às mulheres o direito à vida, sem importunação, sem agressões e sem morte. Além de dar a estas mulheres condições trabalhistas de igualdade, acesso à saúde, moradia, educação.

Educar para que tenhamos uma sociedade emancipada das garras do patriarcado.


Ilustração: Helô D'Angelo