#18ADiaDeLuta , um avanço contra o desmonte do Estado


Organizada por entidades representativas das mais variadas categorias de servidores/as públicos/as de todo país – ADUnB aí incluída –, a Greve Geral dos Servidores Públicos, realizada hoje, com duração de 24 horas, representa importante avanço contra o desmonte do Estado promovido pelo Governo Federal.


Milhares de servidores e servidoras, aos quais se somaram lideranças políticas, de movimentos populares e entidades civis, além de estudantes, foram às ruas em vinte uma capitais do país em luta contra toda uma agenda de destruição de direitos trabalhistas para servidores/as públicos, do serviço público em si, para transferir a prestação do mesmo à iniciativa privada, assim transformando direitos constitucionais da população, tais como saúde e educação, em privilégios para poucos que puderem pagar por tais serviços.


Isso é o que acontecerá se, no próximo dia 1º de setembro, a PEC 32, que instituirá a inconstitucional reforma administrativa, for aprovada na Câmara dos Deputados, onde o governo Bolsonaro, a poder de emendas parlamentares pagas com dinheiro público, mobiliza a maioria dos parlamentares para aprovação de projetos de interesse do governo e de seus financiadores.


Leia aqui alguns dos efeitos da famigerada PEC 32


Representando a ADUnB no ato #18ADiaDeLuta, estiveram presentes as diretoras Ariuska Amorim, Daniela Garrossini e Eliene Novaes. Em discurso, a Professora Eliene destacou a importância de que esta luta seja permanente, até a derrota da PEC 32 e de todo um projeto para destruição de direitos dos servidores e dos cidadãos assistidos pelo serviço público. Já a Professora Ariuska convocou a categoria docente, uma das mais afetadas no que a PEC 32 prevê, à defesa tanto de seus direitos quanto da universidade pública, já tão prejudicada pela redução orçamentária imposta por um governo que vê a educação, o conhecimento e a pesquisa como inimigos.


"Muita chance de derrotar essa PEC"


O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) alertou ser fundamental não só a luta nas ruas, ampliando a greve geral, como a pressão de todos e todas junto aos parlamentares de seus estados, muitos dos quais, revelou Correia, “Estão tremendo, dizendo que, do jeito que está o texto, não dá para aprovar. Portanto, com mobilização e pressão constantes, a gente tem, sim, muita chance de derrotar essa PEC”, concluiu.


A também deputada federal Erika Kokay (PT-DF) resumiu bem a diretriz dessa luta: “O governo quer se apropriar do Estado, mas o Estado não pertence a Jair Bolsonaro, o Estado pertence ao povo, e estamos aqui, e seguiremos em luta para dizer isso a ele”.