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Informativo eletrônico da ADUnB |
Brasília |
25
de maio de 2007 |
Nº
8 |
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Mais
de oito mil pessoas marcharam em Brasília Os trabalhadores do campo e da cidade e a juventude deram uma forte demonstração de unidade e força nesta quarta-feira, dia 23, na luta para barrar as reformas do governo Lula. Em todo o país, houve manifestações unificadas contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora e contra a atual política econômica, que prioriza o pagamento de dívidas e favorece ao grande capital. Foram realizados atos nos centros das grandes cidades, paralisações nos locais de trabalho, trancamento de rodovias e manifestações em escolas e universidades. Os protestos contaram com a participação dos servidores em greve do Ibama, do Banco Central, da Cultura e do Incra, que lutam para romper a intransigência do governo nas negociações salariais. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) aderiu à luta, com bloqueios de estradas em nove estados para protestar contra o modelo econômico e agrícola. A Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura também somou forças, com atividades que marcaram o encerramento do 13º Grito da Terra Brasil. Em Brasília, a manifestação reuniu mais de oito mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes demonstraram indignação com os ataques do governo Lula aos direitos históricos da classe trabalhadora, com o arrocho salarial e com a falta de definição de metas para a Reforma Agrária. A manifestação foi encerrada com um ato em frente ao Congresso Nacional O ANDES-SN marcou presença nas atividades. O representante do Sindicato, prof. Paulo Gomes convocou os sindicatos combativos a lutarem também pela educação pública e gratuita, contra a reforma universitária, que amplia a privatização do ensino superior. O diretor do ANDES-SN comemorou a unidade da luta. “Este é o momento que dá seqüência ao encontro do dia 25 de março em São Paulo e marca a união da classe trabalhadora para barrar as reformas neoliberais que estão em curso no país. A partir da unidade que está sendo construída nacionalmente, nós vamos virar o jogo”, concluiu o professor Paulo Gomes. Para o representante da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), Rodrigo Dantas, é preciso avançar na construção de uma plataforma comum da classe trabalhadora. “Nós conseguimos um passo importante, unindo todos na luta contra as reformas neoliberais e contra o congelamento salarial. Nós temos que unir forças, porque o governo quer restringir um dos nossos principais instrumentos de luta, que é a greve. Precisamos nos mobilizar e construir mais uma grande manifestação dos trabalhadores do campo e da cidade”, afirmou o professor Rodrigo Dantas. A luta contra o PLP 01, que congela do salário dos servidores públicos por dez anos, também contou com a adesão da Central Única dos Trabalhadores – CUT. Segundo a representante da CUT-DF, Rejane Pitanga, o projeto “está na contramão do PAC”. “Nós queremos serviço público de qualidade e isso só será possível com a valorização dos servidores”, afirmou. Outras bandeiras
que unificaram as centrais sindicais e os movimentos sociais foram a luta
contra a reforma da Previdência, que retira progressivamente dos
trabalhadores o direito à aposentadoria, privatiza e entrega a
poupança dos trabalhadores aos bancos e fundos de pensão;
a luta pela Reforma Agrária e a luta em defesa do serviço
público, contra as privatizações e terceirizações. |
Estudantes
mantêm luta
em defesa da USP Mesmo
sob a ameaça de uso da força policial, os alunos que ocupam
o prédio da Reitoria da USP desde o dia 3 de maio mantêm
a barricada, feita com pneus. Na nota pública, repudiam “qualquer punição, seja ela de caráter administrativo ou judicial, contra qualquer integrante do movimento de ocupação da reitoria da USP, sobre o qual recaia qualquer implicação processual em razão deste movimento político”. Os estudantes participaram das atividades do Dia Nacional de Lutas em defesa dos direitos sociais, com um ato no MASP.
Professores
da USP Os docentes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (22). Com essa adesão, os professores se juntam aos funcionários da USP que já estão em greve e apóiam a manifestação dos alunos - que ocuparam a reitoria da universidade no último dia 3 para protestar contra os decretos do governador José Serra (PSDB), que segundo eles restringem a autonomia e cortam parte dos recursos das universidades. Eles também são contra o novo sistema de previdência proposto pelo governador. A pauta de reivindicações dos professores também inclui um reajuste salarial de 3,15% (referente à inflação acumulada entre abril de 2006 e abril de 2007), além de um aumento fixo de R$ 200; mais recursos para a educação nas três universidades e também no Centro Paula Souza; uma política específica de permanência estudantil nas universidades e melhores condições de trabalho. Na assembléia, os professores aprovaram uma moção de apoio aos estudantes que ocupam a reitoria e exigem que ninguém seja punido pela invasão do local. Com informações da Conlutas |
Expediente: A Diretoria da ADUnB-S.Sind. não se responsabiliza |