Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
4 de julho de 2008
Nº 56

 

Sindicalismo

Informes sobre
o 53º CONAD

Relatório da participação do delegado (Flávio Botelho) e dos observadores (Ebnézer Silva e Ana Lucia Sarmento) da diretoria da ADUnB no 53º CONAD do ANDES-SN, realizado em Palmas-TO, de 26 a 29 de junho de 2008. (Leia a íntegra da Carta de Palmas, na íntegra, abaixo)

A nova diretoria da ANDES-SN tomou posse na abertura do CONAD. Ela foi eleita com 13.866 votos (17,5% dos aptos a votar).

A discussão central se deu sobre a convocação de um Congresso Extraordinário (ver link abaixo), que foi aprovada, com o objetivo principal de debater uma possível mudança nos Estatutos da ANDES-SN. A suspensão da carta sindical (em 2007) colocou, nas várias frentes de luta dos sindicatos, a necessidade da definição dos rumos a serem seguidos. A discussão pode resultar na mudança do estatuto para retirar da base sindical da ANDES-SN os professores universitários vinculados às entidades privadas. Existe muita resistência dos colegas principialistas!!!!

A diretoria da ADUnB através de sua delegação participou intensamente das discussões. O processo de discussão foi extenuante e exaustivo. Existe uma cultura enraizada no ANDES: são inúmeros os valores e idéias estabelecidos, muitos deles estão longe da realidade, os mecanismos de discussão e da vida interna alimentam o radicalismo do discurso dos participantes, muitas vezes vazio, e prevalece a prática de quanto mais radical maior destaque. Destacamos três pontos:

1. Nós nos apresentamos como uma diretoria recém eleita que expressou em seu programa ser oposição às diretorias da ANDES-SN, e não à entidade.

2. Solicitamos a possibilidade de verificar a prestação das contas. Na discussão foi garantido que poderíamos verificá-las, pois estavam à nossa disposição ou de qualquer sócio. Ao chegar ao suposto local onde estariam as contas, elas lá não estavam, e sim em Brasília.Fizemos no grupo, e na plenária final de discussão, declaração de voto denunciando não ter acesso às informações para verificar a prestação de contas. Posteriormente o Tesoureiro pediu desculpas e falou que poderíamos ter pedido por sedex os documentos a Brasília.


3. Tendo em vista uma proposta da nova diretoria do Andes sobre as Fundações de Apoio, na qual afirmava que as estas eram "estruturalmente corruptoras", fizemos a seguinte declaração de voto:
“O delegado da ADUnB, em nome da diretoria recém eleita, com o compromisso de defender o professor de sua base, não concorda com a afirmação de que as fundações de apoio são entidades "estruturalmente corruptoras". No nosso entender entidades "estruturalmente corruptoras" são ou máfia ou quadrilhas de bandidos. Tal afirmação acusa, a priori, o conjunto de professores que participam dessas fundações, ou de ladrões ou de corruptos. Nossos professores merecem respeito e nossa luta é pela sua valorização e dignidade”.

Links:

 


Nota de felicitação

A diretoria da ADUnB felicita o governo da Colômbia pela ação bem-sucedida de resgate de 15 reféns mantidos sob cativeiro pelas FARC, dentre eles, a senadora franco-colombiana, Ingrid Betancourt.

 

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Reitor pro tempore visita
sua (nossa) casa

A diretoria da ADUnB recebeu, na quarta-feira (2/7), a visita oficial do reitor temporário, Roberto Aguiar. Acompanhado do assessor Nielsen de Paula Pires e do chefe de gabinete Rodrigo Falcão, Aguiar analisou a situação da UnB hoje, depois do auge da crise de gestão, e, dentre outros assuntos, falou sobre a eleição para dirigente da instituição, a Editora UnB, o ajustamento das fundações privadas às novas regras do Ministério da Educação, a administração de pessoal na universidade, o HUB e o sobre erro ocorrido na folha de pagamentos neste mês.

Dizendo-se feliz com a eleição desta diretoria e desculpando-se por não ter podido estar na posse, Aguiar afirmou que aposta nesta nova gestão por considerá-la capaz de realizar coisas melhores e, “como a reitoria pro tempore, poderá ajudar na gestão da crise da universidade”.

Na reunião, que contou com a presença dos dez integrantes da diretoria e de vários apoiadores, o presidente da ADUnB, Flávio Botelho, disse que durante o biênio o grupo vai procurar aproximar a seção sindical da base e enfatizar as demandas dos professores da UnB. Segundo ele, nos últimos dez anos, a ADUnB sofreu um profundo descolamento da base, o que reduziu a participação dos professores.

Ele disse que, por isso, uma das tarefas fundamentais da atual diretoria é resgatar as grandes discussões sobre as questões da UnB, buscando engajar os docentes nessa tarefa e levando sempre em consideração a opinião da maioria do professorado. “Entre nós não existe o pensamento único. Somos uma diretoria plural. Isso não significa que não temos discussão política. Pelo contrário, estamos comprometidos com essa discussão, contudo, não procuraremos culpados, e sim soluções. E a nossa posição ética é: apoiaremos sempre o que a maioria dos professores deliberar. Não somos donos da verdade!”, disse Botelho.

O presidente da ADUnB informou que, embora vários membros da diretoria, individualmente, possam ter suas preferências de candidatos, a ADUnB participará de forma neutra na eleição, mas terá a preocupação de acompanhar o processo eleitoral a fim de intervir de forma crítica e ética para que ele não se torne uma espécie de eleição para prefeito e respeitará o movimento da maioria dos professores. “Vamos fazer discussões mais profundas e colaborar para um debate limpo, procurando superar a crise o mais democraticamente possível”, disse.

Botelho convidou a reitoria para, numa atuação conjunta com a assessoria jurídica da ADUnB, resgatar o pagamento da GED em 175 pontos. Em 2006, por causa de pressões da Andifes, a UnB foi obrigada a rebaixar o valor da pontuação da GED em 35 pontos para que a UnB ficasse no padrão das demais universidades, com 140 pontos. Segundo ele, embora a GED tenha sido transformada em outra gratificação, por meio da Medida Provisória 431/08, os docentes da Universidade Federal do Acre, por exemplo, recebem-na integralmente, pelo teto.

O reitor se pôs à disposição da diretoria e solicitou informações mais precisas sobre o assunto para tomar as providências. A diretoria da ADUnB ficou de enviar um relatório, com todas as informações necessárias, a fim de que sejam analisadas as condições para buscar resgatar a GED em 175 pontos.

Durante a reunião, vários membros da diretoria e alguns apoiadores expressaram preocupação em relação à imagem dos professores, da UnB e das fundações privadas, que, no entendimento deles, foram intensamente desgastadas pela imprensa a partir das denúncias do MPDFT. Em resposta, o reitor apresentou um panorama da situação da universidade e informou que encontrou vários problemas na administração.

Segundo ele, além do problema das fundações privadas, que já está sendo resolvido com a adequação delas às novas regras do MEC, havia, dentre outros graves problemas, mais de dois mil funcionários em situação trabalhista irregular. O reitor disse que o HUB, por exemplo, é o setor da universidade com maior número de problemas. Sem contar com a gravíssima situação da Editora, que movimentou milhões, publicou apenas 50 livros em quatro anos, e gerenciou uma organização que não tinha nem sequer o CNPJ. “Vamos fazer a Editora publicar!”, sentenciou.

O chefe de gabinete, Rodrigo Falcão, explicou que a situação da administrativa da universidade é complexa e afirmou que, dentre as universidades federais, a UnB é uma das quatro ou cinco piores em termos de organização administrativa de recursos humanos. Segundo ele, a administração pro tempore está ajustando esse setor às regras do governo federal que firmou, recentemente, um acordo com a Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), com o qual se estabeleceu um prazo para substituição progressiva de funcionários terceirizados e de outros tipos de vínculos por funcionários concursados.

Num clima de cordialidade e promessas de interação mais intensa, sem eliminar as diferenças e o debate necessário, o reitor afirmou estar apostando nesta atual Diretoria, pois, segundo ele, “adora apostar nos opostos” e se houverem “coisas criativas da parte de vocês para melhor administrar a UnB, terão nosso apoio”, disse Aguiar


Fortaleça o Conselho
Deliberativo
da ADUnB!

Faça parte dele!

 

Nossa Diretoria

Para quem ainda não nos conhece, eis nossa equipe:

Da esquerda para a direita: Dermeval do Carmo, Ana Lúcia Sarmento, Flávio Botelho, Ebnezer Silva e Wagner Rizzo (frente); Ileno Costa, Paulo Nascimento, Paulo Suarez, Luiz César Santos e Adson Rocha (atrás)

 


Em breve enviaremos uma atualização
de nossos processos judiciais.

Fique atento(a)!

 

 

 

 

De olho

Acompanhando
o contracheque

Diante da celeuma criada pelo erro nos contracheques, diversos professores se manifestaram ou telefonaram para a ADUnB em busca de maiores informações. Durante a visita do reitor, foi informado que uma folha suplementar, corrigindo os transtornos gerados, havia sido enviada no dia 02/07, para o banco. Sugerimos, porém, que todos os professores (re)façam seus cálculos, suas conferências e checagens no seu banco para aumentar o controle sobre a aplicação do reajuste. Remetemos, a quem necessitar, ao nosso “ADUnB Urgente!” nº 1 (link abaixo).

Vamos consolidar
nossa Associação?

(Re)filie-se à ADUnB!

 


 

Esclarecendo

Legalidade da cobrança
do lato sensu

Em abril de 2006, a diretoria anterior, por intermédio de sua presidente, protocolou notificação junto à reitoria de então, com o objetivo de restabelecer a gratuidade dos cursos de pós-graduação lato sensu na UnB, conjugada com a ameaça de representação junto ao Ministério Público, por meio de uma possível Ação Civil Pública. Parecer da drª. Cintia Falcão, da PJU/FUB, após esclarecer que os dispositivos legais invocados pela autora não determinam de maneira expressa que o oferecimento de ensino no âmbito dos estabelecimentos oficiais é necessariamente gratuito “em qualquer modalidade e grau”, além de afirmar que tais cursos não se enquadram no conceito de ensino, mas se equiparam à categoria de extensão, completa sua análise com o Parecer CNE/CES 364 que afirma que:

“i) o ensino de graduação e pós-graduação stricto sensu ministrado pelas Universidades Públicas deve ser gratuito, em expresso cumprimento ao dispositivo constitucional;
ii) os cursos de especialização e aperfeiçoamento, ou seja, de pós-graduação lato sensu, não se configuram como atividade de ensino regular e, por conseguinte, tem-se por correta a cobrança efetuada pelas universidades públicas pelos instrumentos que, no exercício da sua autonomia
constitucional definirem”
E conclui pela inconveniência da gratuidade desta modalidade de formação, cabendo, ao contrário, às instituições públicas, as federais entre elas, a cobrança pelos serviços prestados.


 

Polêmica
(acompanhe e entenda o caso)

Processo Finatec
e os poderes dos Procuradores

Como disponibilizado em nossa página, a sentença do juiz Aiston Henrique de Souza, 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do DF, julgou improcedente, em 24/6/08, o pedido de destituição da diretoria da Finatec e a decorrente intervenção (veja a sentença no link e notícia 1 do CB, abaixo). Ato seguinte, o procurador Ricardo Antônio de Souza entrou com medida cautelar e a desembargadora, Nídia Corrêa Lima, do TJDFT, acatou recurso restabelecendo o pedido original, até decisão final (link abaixo Notícia 2 do CB).

Paralelamente, o questionamento dos amplos poderes atribuídos pela Constituição Federal ao Ministério Público começa a ganhar fôlego no Congresso Nacional, com o objetivo de impor limites à ação dos procuradores, muitos deles acusados de cometerem excessos no desempenho de suas funções, exacerbando os limites de sua atuação legal. Exemplo disso, é a ação da OAB-RJ contra procuradores por abuso de poder (link Consultor Jurídico, abaixo) e as ações protocoladas pelos professores atingidos pela ação da Finatec no Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador, pedindo as punições cabíveis.

 

Links:

 

 

 


Professor(a): você gostaria de lançar seu livro na Casa do Professor?

 

 

 

 

 

 

 

 

Expediente:
Boletim da ADUnB On Line é uma publicação da Associação dos Docentes da UnB
Sede e Redação: Campus Universitário Darcy Ribeiro - Gleba A - Casa do Professor
Caixa Postal nº 04425 - Cep: 70919-970 - Brasília-DF
Fones: (61) 3307-1157, 3307-2462 e 3307-3395
Diretor responsável: Ileno Costa

Fotos: ADUnB/Arquivo
Jornalistas: Carla Lisboa e Ricardo Borges
Contatos:
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