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ANDES-SN
Conlutas

Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
8 de maio de 2007
Nº 5

Paralisação nacional
no próximo dia 23

Milhares de trabalhadores brasileiros paralisarão suas atividades no dia 23/5 para protestar contra toda reforma que retire direitos. A mobilização tem como principais eixos a luta contra a reforma da Previdência, a Emenda 3, a política econômica e o pagamento da dívida pública. O movimento defende emprego, salário digno, reforma agrária, moradia, o direito de greve e combate a criminalização dos movimentos sociais.

 

A paralisação nacional cumpre a Agenda de Lutas 2007 aprovada no Encontro Nacional do dia 25 de março, em São Paulo, e congrega as atividades da Jornada Nacional de Mobilização Contra as Reformas Neoliberais – de 21 a 25 deste mês. Além da paralisação, algumas categorias de servidores públicos já decidiram entrar em greve.

 

Os servidores ligados à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF) e à Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (FASUBRA) entrarão em greve a partir de 21 e 28 próximos, respectivamente. A informação foi repassada às demais categorias durante a plenária dos servidores públicos federais (SPFs) realizada no último dia 6 de maio, em Brasília.

 

Além das reformas neoliberais do governo Lula e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a CONDSEF luta contra o desmembramento do Ibama, decretado por meio de medida provisória assinada pelo vice-presidente, José Alencar em abril. “Essa situação é uma expressão de como o PAC atinge não somente os trabalhadores do serviço público federal, mas também demonstra o descaso do governo com o meio ambiente”, afirma Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN.

 

Rizzo considera a greve “uma necessidade imperiosa” dos servidores públicos. “Se pretendemos barrar o congelamento de salários teremos que recorrer à greve. Sem um enfrentamento, o governo conseguirá aprovar o PLC 01/2007, o que significará dez anos de congelamento de salários”, alerta.  

 

O presidente do ANDES-SN ressalta a importância de as Seções Sindicais se empenharem na construção da paralisação do dia 23 e de apoiarem os setores que deflagrarão greve, em particular os ligados às universidades. “Também deverão ocorrer debates com a categoria sobre a necessidade de construirmos uma greve junto com as demais categorias do servidores federais. Para isso, a plenária realizada no domingo aprovou a primeira quinzena de junho como o período para que todos os setores construam a greve nacional”, afirmou Rizzo.

 


 

Demitidos por causa da greve

Cincoservidorespúblicos do Metrô de São Paulo foram demitidos por terem suspendido suas atividadesporapenas duas horas

Em abril , o governador do Estado de São Paulo, José Serra , fez uma demonstração de como o governo vai agir diante de um quadro de greve do funcionalismo público . Ele demitiu sumariamente cinco funcionários do Metrô por causa de uma paralisação de duas horas, ocorrida no dia 23, que teve adesão de aproximadamente 90% da categoria.

O governador julgou a paralisação parcial em protesto contra a Emenda 3, do Supersimples, meramente política e a classificou como ilegal . O representante da seção do Distrito Federal da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), Robson Silva, disse que a atitude do governador de São Paulo é, na prática , a idéia de regulamentação do direito de greve do setor público defendida pelo governo Lula.

“A proposta do governo é capciosa , pois, dentre outros , ela determina um prazo de duração das greves , define quem poderá fazê-la, proibe a participação dos aposentados nas mobilizações e os exclui dos benefícios dos resultados das negociações”, disse. Segundo ele , se a lei de greve que vigora para a iniciativa privada valer para o setor público , o governo vai acabar com a possibilidade de se fazer greve no Brasil.

 

Dia do Trabalho

Protestos na Praça do Relógio

Representantes do movimento sindical e popular estiveram, terça-feira (1), na Praça do Relógio, centro de Taguatinga, para comemorar o Dia do Trabalho. Ao contrário da festa promovida por centrais sindicais na Torre de TV, no Eixo Monumental, com shows de artistas famosos, sorteios e premiações, a manifestação organizada pelo Fórum do DF de Mobilização contra as Reformas Neoliberais procurou resgatar o sentido histórico do 1º de Maio com um ato público contra as reformas propostas pelo governo.

Na manifestação, a presidente da ADUnB-S.Sind., Rachel Nunes, declarou que a entidade tem participado das iniciativas contra reformas do governo que prejudicam a classe trabalhadora e o País e enfatizou a importância da unidade das categorias nesse combate. Ressaltou que o 1º de Maio é um momento para reflexão e resgate da história dos trabalhadores no Brasil e no mundo e convidou os participantes a integrarem o calendário de lutas contra as reformas.

Nos discursos, o tom era de reflexão, denúncia e protesto. Dirigentes sindicais e políticos destacaram os prejuízos que as reformas vão trazer para o cidadão comum, como, por exemplo, a reforma da Previdência que, segundo sua nova versão, vai mexer nos prazos para aposentadoria, determinando que os homens só poderão se aposentar aos 75 anos e, as mulheres, aos 70. Denunciaram a proposta do governo federal de proibir a greve no serviço público e esclareceram que, esse, é um direito irrestrito dos trabalhadores de qualquer setor: seja público, seja privado.

A representante do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, Elis Gonçalves, destacou a importância da luta internacionalista e afirmou que “se no Brasil a classe trabalhadora luta para impedir a adoção de reformas neoliberais, no Oriente Médio é que se vê de fato a face cruel do capitalismo: lá, lidam-se com a morte diariamente por conflitos de terras, riquezas minerais, água”, disse.

 


 

ARTIGO

Prof. Michelangelo Giotto Santoro Trigueiro

 

 

 

 


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