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Informativo eletrônico da ADUnB |
Brasília |
1º
de fevereiro de 2008 |
Nº 37 |
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Fórum Social Mundial
ADUnB participa de atividade do FSM e defende a emancipação e libertação da sociedade por meio da educação livre de financiamento atrelado a interesses mercadológicos A educação foi apresentada no Fórum Social Mundial 2008 como o principal instrumento de libertação, emancipação e transformação da sociedade na busca de um outro mundo possível. Uma mesa-redonda, apresentada ao vivo pela TV Cidade Livre, com representantes da ADUnB e do movimento docente da UnB, no dia 26 de janeiro, debateu os principais problemas da educação superior pública brasileira. O programa contou com a participação da presidente da ADUnB, Rachel da Cunha, e dos professores Rodrigo Dantas, do Departamento de Filosofia, e Paulo Cesar Silva, do Departamento de Engenharia Civil. Os professores falaram sobre a importância do Fórum Social Mundial como instrumento de divulgação e de unificação das lutas dos movimentos sociais por um mundo melhor, mas o tema central da mesa foram os problemas e desafios que a educação brasileira e mundial enfrenta hoje em razão dos interesses mercadológicos. Eles fizeram uma análise da situação da educação superior pública no País, indicaram falhas e falaram sobre o projeto de educação defendido pelo movimento docente liderado pelo ANDES-SN. Com críticas à contra-reforma universitária do governo, que vem sendo promovida por meio da implantação do REUNI, eles falaram sobre as ações que vêm conduzindo as instituições federais de ensino superior à privatização. No programa, apresentado na mesma semana em que a UnB foi alvo de escândalo no noticiário nacional por causa dos desvios de função e de verba da Finatec, os professores falaram também sobre a situação da UnB e da precarização do trabalho docente. Para eles, a atual situação da universidade pública brasileira somente poderá ser modificada se houver o desatrelamento do financiamento da educação dos interesses capitalistas. Educação pública – A presidente da ADUnB, Rachel da Cunha, disse que acredita na possibilidade de construção de um outro mundo melhor, mas, para ela, esse desejo só será possível por meio da educação , visto que é a partir da garantia do direito a uma educação pública, gratuita, de qualidade, que a sociedade poderá garantir outros direitos sociais, tais como o direito à saúde, ao lazer, ao trabalho, dentre outros. Segundo Rachel, “o fundamental instrumento para esse mundo melhor é a educação pública, de qualidade em todos os níveis, desde os primeiros anos de vida, na formação da criança, em creches, até a formação plena, universitária, incluindo aí a pós-graduação”, afirmou. Financiamento – O professor de engenharia civil e ex-presidente da ADUnB, Paulo Cesar Silva, falou sobre a educação como fator essencial para a libertação: “A educação, antes de mais nada, é um fator de libertação. A gente costuma trabalhar muito com a idéia da educação com uma visão de treinamento e isso acaba vinculando muito aos interesses do capital. Precisamos de educação para quê? Para treinar mão-de-obra para fazer a indústria crescer, para fazer o País crescer e não é disso que o País precisa”, disse. Na avaliação de Paulo Cesar, o que o País precisa é de um sistema de educação que seja laico de forma que tenha a educação como fator de emancipação da sociedade, mas acredita que essa transformação será possível quando houver o rompimento com o modelo que faz as universidades e qualquer outra escola dependerem do financiamento vinculado aos interesses econômicos. “Não vamos alcançar essa emancipação, nós não vamos conseguir transformar o mundo como a gente quer e esse tal novo mundo possível não vai aparecer por obra e graça dos interesses que hoje financiam a educação e é isso que o Estado brasileiro está fazendo: os sucessivos governos brasileiros, e este governo está aprimorando isso, ou seja, atrelando cada vez mais os recursos que financiam a educação às fontes ligadas aos interesses econômicos”, disse. Barbárie – O professor de filosofia, Rodrigo Dantas, disse que não é possível construir um mundo com educação e saúde públicas de qualidade, direito à moradia, ao transporte, enfim, direitos humanos sociais elementares assegurados, dentro da barbárie do capitalismo. Para ele, as reivindicações dos movimentos, a preservação da natureza e o respeito aos direitos humanos e sociais mais elementares da imensa maioria da população mundial não poderão ser resolvidos dentro do sistema do capital. “Parece-me que toda a questão que se coloca a partir dessa movimentação do FSM, como necessidade, é avançar na perspectiva da unificação das lutas, da clarificação de quem é o inimigo potencial da humanidade, que é a lógica que preside o sistema do capital, e que projeto nós podemos articular para superar essa lógica”, disse o professor. Dantas afirma que “o fundamental agora é que as pessoas se convençam da possibilidade, da necessidade de que a humanidade venha a se apropriar conscientemente do seu próprio destino, da sua própria história e, assim, poder colocar as imensas riquezas socialmente produzidas a serviço do desenvolvimento do ser humano, das suas potencialidades, da preservação da natureza, enfim, de um mundo em que caibam todos, em que os direitos sejam assegurados e toda a produção seja orientada para satisfação e desenvolvimento das necessidades humanas”, defendeu.
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ANDES-SN pede esclarecimentos ao governo sobre a nova proposta de carreira A nova tabela com a proposta de malha salarial para os docentes de 1º e 2º grau, enviada ao ANDES-SN pela Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento – MP, nesta quarta-feira (30), mantém algumas das incongruências já detectadas pelo Sindicato Nacional na primeira versão do documento, apresentada à entidade no dia 22/1, quase um ano depois da categoria ter iniciado a Campanha Salarial 2007. Em pedido de esclarecimento enviado imediatamente ao coordenador-geral de Negociação e Relações Sindicais da SRH-MP, Idel Profeta Ribeiro, a diretoria do ANDES-SN questiona o fato da tabela apresentar cinco estruturas diferenciadas para o vencimento básico: uma para graduação, uma para aperfeiçoamento, uma para especialização, uma para mestrado e uma para doutorado, com valores e degraus diferenciados entre níveis e classes. Questiona, também, o fato da tabela fazer referências à Gratificação de Estímulo à Docência – GED, que é paga somente aos docentes do ensino superior, considerando o fato que, atualmente, os docentes do 1º e 2º grau não recebem nenhuma gratificação produtivista. Por fim, questiona o fato do vencimento básico do topo da carreira do professor especialista ser mais alto do que os dos professores mestres e doutores, também no topo da carreira. Avaliação e deliberação – A nova proposta de malha salarial já foi remetida às Seções Sindicais do ANDES-SN, para que a base da categoria possa avaliá-la e deliberar a respeito de sua pertinência na próxima reunião do Setor das Federais, que será realizada no dia 15/2, em Brasília (DF). A nova reunião com a SRH-MP está marcada para o dia 8/2, quando o ANDES-SN promete reafirmar os princípios de paridade e isonomia contidos na pauta da Campanha Salarial 2007 dos docentes das instituições federais de ensino, que vem sendo sistematicamente desrespeitados pelo governo Lula. Fonte: ANDES-SN
AGENDA
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Expediente: A
Diretoria da ADUnB-S.Sind. não se responsabiliza |