ADUnB


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Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
11 de janeiro de 2008
Nº 34

Planejamento frustra docentes
e não apresenta proposta

O governo dá mais uma demonstração de falta de compromisso com a categoria docente. Ontem, dia 9, venceu o prazo assumido pelo Ministério do Planejamento, na última reunião da mesa de negociação salarial (17/12), para o encaminhamento de uma proposta com malha salarial e das respostas aos questionamentos feitos pelo Sindicato Nacional em relação à nova carreira para os docentes do 1º e do 2º grau das IFES.

As próximas reuniões entre os representantes dos docentes e do governo estão marcadas para os dias 18 e 22 de janeiro.

“O governo, sob a justificativa da não aprovação da CPMF e readequação do Orçamento, ameaça a continuidade das negociações dos docentes do 1º e do 2º grau. Esperamos que não altere o calendário que já foi definido”, diz o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo.


ANDES-SN quer reabrir negociações
salariais, apesar do fim da CPMF

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN vai continuar lutando pela reabertura das negociações salariais, apesar de o governo federal ter anunciado que, com o fim da CPMF e o lançamento do novo pacote tributário, os reajustes devidos aos servidores públicos podem ficar comprometidos.

Para o 3º vice-presidente do ANDES-SN e um dos coordenadores do Setor das Federais, Almir Serra Martins Menezes Filho, o fim do imposto não pode servir como desculpa para que o governo não atenda às reivindicações dos docentes.

“Desde fevereiro, quando deflagramos a campanha salarial, o governo vem dizendo que não têm recursos para garantir a recomposição das nossas perdas. Primeiro, o motivo era o congelamento orçamentário previsto no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. Agora, a desculpa é o fim da CPMF”, lembra o diretor.

Almir recorda também que, embora as negociações com o governo tenham se estendido de agosto a dezembro de 2007, elas foram encerradas de forma autoritária e unilateral, após o governo apresentar uma proposta de reajuste que prevê índices de recomposição salarial abaixo da inflação para parte significativa dos docentes de 3º grau e, pior, excluí os docentes de 1º e 2º graus do reajuste.

“Um sindicato ético e comprometido com sua categoria jamais poderia admitir que cerca de 5,2 mil docentes não recebessem reajuste algum. Por isso e por outras distorções graves contidas na proposta, não assinamos o acordo proposto pelo governo e vamos continuar pleiteando a reabertura das negociações salariais com a categoria”, justifica.

O diretor destaca que, apesar de o governo ter prometido apresentar uma proposta para os docentes de 1º e 2º graus até o dia 9 de janeiro, é impossível saber, agora, frente à nova conjuntura econômica, se o acordo será mantido. “Essa estratégia do governo de dividir a categoria para negociar as recomposições salariais é inadmissível, porque gera distorções e quebra o princípio de isonomia entre a categoria”, critica.

Sobre o corte de R$ 20 bilhões na proposta de orçamento para 2008 que, conforme anunciou o ministro Fernando Haddad, irá afetar a verba destinada ao Ministério da Educação – MEC, Almir é taxativo. Para ele, a atitude do governo só comprova o descaso do governo Lula com a educação superior e demonstra que o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - REUNI, instituído pelo Decreto nº 6096/07, não terá condições de garantir a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão nas universidades federais.

“Se com os recursos previstos inicialmente o ANDES-SN já considerava o REUNI uma farsa, imagine agora. O programa promete dobrar o número de alunos nas salas de aula e reduzir a reprovação para 10%, sem investir de maneira efetiva em infra-estrutura e recursos humanos. Só mesmo com um passe de mágica isso seria possível”.

ANDES-SN lança
coletânea de charges


Ricardo Borges, jornalista do Sindicato Nacional, reúne charges publicadas no período dos (des)governos FHC e Lula

Nunca antes na história deste país os humoristas tiveram tanta matéria-prima para o riso. Basta rever os noticiários dos últimos anos: dólares na cueca, mensalões e mensalinhos, boiadas, sanguessugas, pizzas, malas e outros males.

“Haja Humor!!”. Esse desabafo é o título da coletânea de charges do jornalista da assessoria de imprensa do ANDES-SN, Ricardo Borges. A publicação será lançada no 27º CONGRESSO do ANDES-SN, em Goiânia-GO. As charges foram publicadas em jornais, cartilhas, panfletos, boletins impressos e eletrônicos do Sindicato, das seções sindicais e de sindicatos em todo o país.

Em 90 páginas, RBorges faz uma retrospectiva dos seus trabalhos nos últimos sete anos. Muita água, ou melhor, muita lama rolou nos subterrâneos da política nacional. Com olhar atento, o artista revela o absurdo e as contradições disfarçadas no cinismo dos políticos, em reformas maquiadas como produtos de marketing e outras “lulices”.

O chargista usa o humor como arma contra os desmandos e mamatas dos políticos tupiniquins e a arrogância do senhor das armas, George W. Bush. Em charges concisas, diretas e trabalhadas com recursos de computador, RBorges denuncia o desprezo dos poderosos de plantão e as conseqüências nefastas das políticas neoliberais. O livro é um convite a que o leitor saia do conformismo, pela trilha da indignação: um poderoso antídoto contra a apatia.

“Haja humor” para seguir em frente, na luta por um mundo com mais justiça social, mais solidariedade e menos corrupção na política.


Charge: instrumento de luta

A charge é uma das formas mais populares de humor gráfico. A palavra tem origem francesa: “charger”, lançar carga. Alcançou espaço nobre na imprensa brasileira, desde os tempos do regime imperial, abordando temas políticos, sociais ou econômicos. Vem sendo largamente utilizada pelos movimentos populares e sindicais pelo seu caráter crítico e analítico da realidade. É hoje uma valiosa ferramenta na construção de uma comunicação popular e democrática, voltada para a conscientização política dos leitores.

 

Docentes reúnem-se para definir planos de luta
em defesa da universidade pública

De 14 a 20 de janeiro, será realizado em Goiânia-GO o 27º Congresso do ANDES-SN, cujo tema central é “Avançar na luta em defesa da Universidade Pública e dos direitos dos docentes”. As atividades do congresso ocorrerão na Universidade Federal de Goiás (UFG).

Cerca de 450 delegados, observadores e convidados das 114 seções sindicais do ANDES-SN participarão dos debates que definirão a atuação do Sindicato neste ano.

No congresso, serão debatidas, entre outros temas, as estratégias de enfrentamento ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Na avaliação da diretoria do ANDES-SN, o REUNI vai gerar uma expansão nas universidades federais sem qualidade, com conseqüências negativas tanto para a formação dos estudantes quanto para a carreira docente.

O presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, afirma que as universidades públicas federais têm vivido dias de autoritarismo. “Isso ficou bem evidente na maneira como grande parte dos reitores reagiu às manifestações de enfrentamento ao Reuni promovidas pelos estudantes. Presenciamos cenas lamentáveis de violência policial dentro dos campi, em vários pontos do país e simulacros de reuniões dos conselhos universitários, ocasionados pela obediência cega desses reitores ao governo”, denuncia Paulo Rizzo.

Também estarão em pauta no evento temas como as reformas Sindical, Trabalhista e Previdenciária, as práticas anti-sindicais nas universidades privadas e a mercantilização do ensino superior brasileiro, entre outros.

Eleições
Durante o 27º Congresso do ANDES-SN haverá inscrições das chapas que disputarão a diretoria do ANDES-SN para o biênio 2008-2010. As eleições ocorrerão em maio.

Seminário
No dia 14 de janeiro (segunda-feira), às 14h, antecedendo à abertura do congresso, será realizado o seminário Financiamento do Ensino Superior no Brasil, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, Campus Colemar Natal e Silva (Campus I), Praça Universitária. Participarão os professores Nelson Cardoso Amaral (UFG), Otaviano Helene (USP) e Cláudio Tonegutti (UFPr). As discussões vão subsidiar a atualização e a revisão do Caderno 2 do ANDES-SN, no tema “financiamento”.


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