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Informativo eletrônico da ADUnB |
Brasília |
26
de outubro de 2007 |
Nº 27 |
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Comunidade
acadêmica resiste ao Mesmo com a resistência da comunidade acadêmica, que tem realizado protestos e ocupações nas universidades federais, 11 das 62 instituições já aderiram ao Programa de Reestruturação e Expansão das Instituições Federais de Ensinos Superior – REUNI. Na Universidade de Brasília foi aprovado pelo Conselho Universitário, no dia 19/10, o projeto "A UnB rumo aos 50 anos: autonomia, qualidade e compromisso social". Houve protestos dos estudantes de centros acadêmicos e da Frente de Luta contra a Reforma Universitária. Eles pediam adiamento de uma semana para que fossem feitas adequações no projeto visando a sanar inconsistências internas. Além da UnB, as federais dos seguintes estados já tiveram suas propostas aprovadas nos conselhos: Amazonas (UFAM), Bahia (UFBA), Pará (UFPA), Piauí (UFPI), São Paulo (UNIFESP), Ceará (UFC) e Tocantins (UFT). As federais da Grande Dourados (UFGD), de Mato Grosso (UFMS), de São Carlos (UFSCar) e de Viçosa (UFV) aprovaram a adesão e estão finalizando suas propostas. O prazo para apresentação dos projetos ao Ministério da Educação – MEC para implementação a partir do 1º semestre de 2008 vai até o dia 29/10. O MEC tem prometido investir R$ 2 bilhões nos próximos quatro anos nas universidades que aderirem ao programa, no entanto, esse montante representa o crescimento natural do orçamento com a correção da inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, do IBGE. As duas principais metas do REUNI são: aumentar a relação aluno/professor para 18 por um e elevar para 90% a taxa de aprovação dos estudantes ao final de cinco anos. Uma apuração do orçamento das IFES entre 1995 e 2006, realizada pelo ANDES-SN, demonstra que os valores divulgados pelo governo como aumento de investimentos estarão no patamar dos valores registrados como crescimento vegetativo do orçamento. “Ou seja, o governo pretende fazer expansão utilizando a atual estrutura sucateada das universidades federais, nas quais, infelizmente, faltam professores, equipamentos para pesquisa e servidores técnico-administrativos”, enfatiza Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN. Juntamente com o REUNI, o governo editou a Portaria Interministerial nº 22, que cria o banco de professor equivalente, instrumento que permite e até incentiva a substituição de professores em regime de dedicação exclusiva por professores em regime de 20 horas semanais (uma vaga de professor em dedicação exclusiva poderá ser preenchida por três professores 20 horas). Na última reunião de negociação com os representantes dos docentes, o governo apresentou sua proposta de reestruturação da remuneração para a carreira de 3º grau, deixando claro que pretende instituir uma gratificação por desempenho e uma valorização salarial para o regime de 20 horas semanais. “O governo quer impor a sua reforma universitária por meio de decretos e portarias com graves conseqüências para a qualidade do ensino e a desestruturação da universidade baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão”, avalia Rizzo. Ocupações
nas universidades federais UFBA UFF UFRJ URFGS
e UFG UNIFESP Os estudantes recorreram à ocupação porque desde março tentavam, sem sucesso, abrir um canal de comunicação com a reitoria da universidade. Além do protesto contra o REUNI, os discentes reivindicam a melhoria das condições de ensino e permanência na universidade, instalação do restaurante universitário, moradia estudantil, transporte, aumento do acervo da biblioteca e a contratação de professores. UFPR Fonte: ANDES-SN
Frente de Lutas Contra a Reforma Universitária leva manifestação ao MEC Na última quarta-feira, 24/10, a Frente de Lutas Contra a Reforma Universitária levou centenas de manifestantes de todo o país ao Ministério da Educação - MEC, entre os quais estudantes da Conlute e da Frente de Oposição de Esquerda da UNE, professores organizados no ANDES-SN e SINASEFE, além de outras categorias de trabalhadores. Mais de cem policiais militares, de acordo com o comandante da operação, bloquearam as entradas do Ministério para impedir que os estudantes entrassem no prédio. Lideranças de várias universidades deixaram claro para o governo que continuarão lutando contra o REUNI e que novas ações serão realizadas.
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Expediente: A
Diretoria da ADUnB-S.Sind. não se responsabiliza |