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Informativo eletrônico da ADUnB |
Brasília |
31
de agosto de 2007 |
Nº 20 |
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PARALISAÇÃO Professores das universidades públicas vão parar no dia 13 No
dia 13 de setembro, os professores das instituições federais
de ensino superior paralisarão as atividades e farão uma
vigília na frente do Ministério do Planejamento. Além de impor aos servidores públicos 10 anos de congelamento salarial (PLP 01), o governo Lula pretende, com a aprovação da lei antigreve, retirar o único instrumento de luta dos servidores. Mas isso ainda não é tudo: o “pacote de abril” da Educação (Reuni, Universidade Nova e professor equivalente) prevê a expansão acelerada das vagas discentes nas universidades federais, sem aportar para isso os recursos correspondentes. Se todos desejam a expansão da universidade pública, nas condições restritivas propostas pelo governo, o resultado será a precarização intensiva das condições de ensino e de pesquisa na universidade, com salas de aula cada vez mais cheias, professores cada vez mais sobrecarregados, substituição maciça de docentes efetivos por professores substitutos, adoção da aprovação automática (inevitável para que a taxa de conclusão de curso chegue a 90% dos ingressantes, como prevê o Reuni) e utilização indiscriminada da educação à distância.
Para permitir a expansão sem qualidade, a reestruturação acadêmica proposta no REUNI prevê ainda a criação do ciclo básico e dos bacharelados gerais, etapas de três anos de estudos a serem introduzidas na formação dos estudantes antes das graduações, que distribuirão diplomas sem qualquer valor ou habilitação específica correspondente. E o que talvez seja o mais grave em tudo isso: com a reestruturação acadêmica proposta, será criado um verdadeiro funil no interior da universidade, consagrando o “ethos” da competição fratricida entre os estudantes, uma vez que eles terão de concorrer implacavelmente entre si, durante o ciclo básico e os bacharelados gerais, para ter acesso às graduações específicas. Para enfrentar tudo
isso, o ANDES-SN deliberou em suas instâncias a necessidade de construir
a mais ampla mobilização dos docentes e da comunidade universitária
em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade, colocando
em pauta o indicativo de greve nacional dos docentes, aprovado por 13
seções sindicais, reprovado por sete e em processo de apreciação
pelas demais. Antes
que seja tarde demais, a hora de reagir é agora!
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Expediente: A
Diretoria da ADUnB-S.Sind. não se responsabiliza |