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Informativo eletrônico da ADUnB |
Brasília |
6
de junho de 2007 |
Nº
10 |
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A greve dos servidores públicos federais está crescendo em todo o país, com novas adesões de categorias. Na segunda-feira (4), os funcionários do Datasus, que dão suporte de informática ao Sistema Único de Saúde, cruzaram os braços. Também paralisaram as atividades os servidores das universidades federais, do Banco Central (há 34 dias), Ibama, Incra, Ministério da Cultura e da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Ao todo já são quase 100 mil servidores parados. Isso corresponde a cerca de 9% do total de 1,1 milhão de servidores na ativa. Outras categorias estão discutindo em plenárias a adesão ao movimento nacional. O governo federal não negocia com os servidores e sequer cumpre acordos firmados no ano passado. Em resposta, os servidores mantêm a disposição de luta unificada por melhores condições salariais e contra as reformas que retiram direitos: contra o Projeto de Lei Complementar 01/2007, que limita pelos próximos dez anos a despesa com pessoal e encargos sociais no serviço público, incluído no PAC; contra a regulamentação do direito de greve do funcionalismo e contra a Reforma da Previdência. FASUBRA - A greve dos técnico-administrativos das IFES já atinge 38 universidades. As reivindicações incluem piso salarial mais alto, política de reposição de perdas recursos para o Plano de Saúde Complementar da categoria. O movimento é contra a transformação dos hospitais universitários em fundações. SINASEFE - Os servidores federais da Educação Básica e Profissional aprovaram, na 80ª Plenária do SINASEFE realizada dia 2/6, a deflagração da greve por tempo indeterminado a partir deste mês (após o dia 20/6) e a realização de paralisações nos dias 19, 20 e 21 de junho. Foi aprovada também a inclusão de um índice de reajuste de 28%, o mesmo concedido ao presidente e aos parlamentares. ANDES-SN - O Setor dos Docentes das IFES do ANDES-SN, em reunião realizada no último sábado (2/6), indicou que as Seções Sindicais realizem rodadas de assembléias para discutir as melhores formas de mobilização da categoria com vista ao enfrentamento. "É fundamental que a categoria se mobilize, uma vez que o governo ainda não sinalizou com a abertura de negociação da pauta de reivindicações. Somente com mobilização, será possível pressionar o governo para a afetiva abertura de diálogo", afirma o 2º vice-presidente, Agostinho Beghelli Filho. Jornada de lutas - Na última Plenária Nacional dos SPFs, ocorrida dia 2 de junho, foi aprovada a realização de uma jornada de lutas de 12 a 14 de junho, com a realização de um ato em Brasília no dia 14 de junho, em conjunto com o MST. A próxima plenária nacional está marcada para o dia 1º de julho. O Comando
Nacional dos Setores em Greve da Condsef (Confederação
dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) prepara
manifestação na Esplanada dos Ministérios para
o próximo dia 12 de junho pela derrubada do PLP 01. A próxima
Plenária Nacional da Condsef será no dia 13 de junho.
Estudantes invadem reitorias Estudantes invadiram ontem as reitorias de três universidades federais do país, em protesto por melhorias nas instituições e em solidariedade a invasões semelhantes, como a da USP. Na UFPR e na UFPE, as invasões fazem parte do dia de mobilização nacional que a UNE prepara para hoje no país. Já os alunos que invadiram a reitoria da UFRGS negam articulação com a entidade estudantil. Em reunião com o reitor da UFRGS, José Carlos Hennemann, o grupo apresentou demandas como redução da taxa de vestibular, cota de 20% para negros e de outros 20% para alunos de escolas públicas e construção de um restaurante universitário. O protesto também ocorre em apoio ao movimento grevista de servidores das universidades federais. Na
UFPR, cerca de cem estudantes invadiram um dos três andares da
reitoria. Eles reivindicam a criação de um plano de assistência
estudantil, a implantação de linhas de ônibus entre
os campi e a utilização do rádio e da TV da UFPR
pelos alunos. Na UFPE, cerca de 30 estudantes montaram acampamento no
saguão de entrada da reitoria. Entre as reivindicações
estão o aumento de bolsas e de verba para assistência estudantil,
a reativação do restaurante universitário e a criação
de uma creche para filhos de alunos e docentes.
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Docentes
das estaduais Os docentes das universidades estaduais de São Paulo e da Bahia continuam em greve por melhores salários, contra a precarização das condições de trabalho e em defesa da autonomia universitária. Em assembléia realizada na segunda-feira, os professores da USP decidiram manter a greve iniciada no dia 23 de maio, no entanto, votaram favoravelmente a um indicativo de suspensão da greve a partir da próxima segunda-feira (11). Hoje será realizada nova assembléia da categoria para discutir a estatuinte. "Boa parte dos problemas que enfrentamos agora se deve à falta de um maior processo democrático dentro da USP, daí a necessidade de debater a estatuinte", afirma o presidente da Adusp, César Minto. O Fórum das Seis - que integra os servidores e funcionários das três universidades paulistas: USP, Unesp e Unicamp - conseguiu do Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades do Estado de São Paulo) a garantia de que fariam acompanhamento rígido da arrecadação do ICMS do Estado, fonte financeira de repasse às universidades. Além disso, haverá uma nova reunião, em outubro, para avaliar se será possível ou não avançar nas negociações a respeito da incorporação de um valor fixo de R$ 200 ao salário dos servidores. Bahia - Os docentes da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (USB) e da Universidade Estadual de Feira de Santana (ADUFS) aprovaram em assembléia a continuidade, por tempo indeterminado, da greve iniciada no dia 28 de maio. Segundo informações do movimento grevista, o principal motivo para a permanência da greve é a ambigüidade do governo estadual, que ainda não apresentou proposta concreta para a incorporação da Gratificação de Estímulo às Atividades Acadêmicas - GEAA (27,2%), principal ponto da pauta de reivindicações. Depois
de cinco meses de audiências, nenhuma proposta ou calendário
da incorporação foi apresentado. O governo dá por
encerrado o processo de negociação salarial e insiste
na proposta de reajuste linear de 4,5% (em duas etapas) para todo o
funcionalismo estadual. Além disso, condiciona a instauração
da Mesa Setorial ao fim do movimento grevista. AGENDA Dias
14 e 15 de junho
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Expediente: A
Diretoria da ADUnB-S.Sind. não se responsabiliza |