RELATÓRIO
DA REUNIÃO DO SETOR DAS IFES REALIZADA EM BRASÍLIA
NO DIA 15 DE DEZEMBRO DE 2007
Presentes
Manhã
Diretoria: Paulo Marcos Borges Rizzo, Almir Serra
Menezes Filho, Fernando Molinos, Francisco Jacob e Paulo
Cresciulo.
Seções Sindicais (19) ADUFPA (Sandra Moreira),
ADURN (Maria Cristina de Moraes), ADUFEPE (Emerson Araújo),
ADUnB (Rachel da Cunha), ADUFMAT (Alcides Teixeira da
Silva), ADUFU (Antonio Cláudio Costa e José
Caetano) ASPUV (José Maria Alves da Silva), APESJF
(Márcio Antônio de Oliveira) ADUFF (Cláudia
March e André Feitosa), ADUFRJ (Cristina Miranda)
APUFSC (Bartira S. Grandi), ADUFPel (Elaine Neves e Henrique
Mendonça), APROFURG (Elmo Swoboda), SEDUFSM (Maristela
Souza), SINDCEFET-MG (Hélcio Braga),, ADUFOP (Luís
Seixas), ADUFES (Josemar Machado), SESDUF-RR (Jaci Vieira)
APUFPR (Wilson Alcantara Soares).
Tarde
Diretoria: Paulo Marcos Borges Rizzo, Almir Serra
Menezes Filho, Fernando Molinos, Francisco Jacob e Paulo
Cresciulo. Solange Bretas esteve no início dos
trabalhos para prestar informe sobre demissões
na UEMG.
Seções Sindicais (19) ADUFPA (Sandra Moreira),
ADURN (Maria Cristina de Moraes), ADUFEPE (Emerson Araújo),
ADUnB (Rachel da Cunha), ADUFMAT (Alcides Teixeira da
Silva), ADUFU (Antonio Cláudio Costa e José
Caetano) ASPUV (José Maria Alves da Silva), APESJF
(Márcio Antônio de Oliveira) ADUFF (Cláudia
March e André Feitosa), ADUFRJ (Cristina Miranda)
APUFSC (Bartira S. Grandi), ADUFPel (Elaine Neves e Henrique
Mendonça), APROFURG (Elmo Swoboda), SEDUFSM (Maristela
Souza), SINDCEFET-MG (Hélcio Braga),, ADUFOP (Luís
Seixas), ADUFES (Josemar Machado), SESDUF-RR (Jaci Vieira)
APUFPR (Wilson Alcantara Soares).
Pauta
1. Informes
1.1. das seções sindicais
1.2. da Diretoria
2. Avaliação da Campanha salarial
3. Discussão da negociação relativa
ao 1º e ao 2º grau
4. Plano de Lutas do Setor para 2008 (indicações
para o 27º CONGRESSO)
5. Encaminhamentos
6. Outros assuntos.
1.1
Informes das seções sindicais
Os informes anexos ao final deste relatório.
1.2
Informes da Diretoria:
O Prof. Paulo Rizzo deu os seguintes informes
-
27º CONGRESSO – O prazo para envio de contribuições
para o Anexo ao Caderno de Textos é 21/12/07.
-
Audiências na SRH-MP. Cumprindo as deliberações
da última reunião do setor das IFES, os representantes
do ANDES-SN, na audiência de 5/12, apresentaram documento
contendo as críticas à proposta do governo
e propondo a continuidade das negociações.
Os representantes do governo, alegando a crise da CPMF,
afirmaram que não podiam dar continuidade às
negociações e que assinariam o Termo de Acordo
com as entidades que se dispusessem a fazê-lo. O ANDES-SN
e o SINASEFE recusaram-se a assinar o termo apresentado,
e o SINASEFE propôs que fosse retirada deste a cláusula
que afirma compromisso relativo à continuidade das
negociações referentes ao 1º e ao 2º
grau e feito um termo específico para tais negociações.
Como houve acordo em relação a isso, foi firmado
por todos um termo específico de compromisso. O ANDES-SN
e o SINASEFE, então, retiraram-se da reunião,
que deu seqüência o ato de assinatura do Termo
de Acordo referente aos docentes do ensino superior. No
dia seguinte, quando veiculada a notícia sobre a
assinatura do Termo de Acordo surpreendeu os envolvidos
no processo o registro da assinatura da CUT uma vez que
esta não participou das reuniões de negociação.
No dia 6/12, foi realizada a reunião para dar início
às negociações referentes ao 1º
e ao 2º grau. Nessa oportunidade, foram feitas várias
indagações em relação às
especificidades que o governo aponta para justificar o que
ele chama de nova carreira com o nome de “Carreira
da Educação Básica, Profissional e
Tecnológica” e em relação aos
direitos dos docentes, sobretudo, à aposentadoria
especial. Os representantes do governo comprometeram-se
a responder às questões na reunião
que será realizada no dia 17/12. A previsão
é de concluir essas negociações em
20 de janeiro de 2008.
A
diretora Solange Bretas deu o seguinte informe sobre demissões
na Universidade do Estado de Minas Gerais/ Campus de Ubá:
O Campus da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
em Ubá foi criado em 2007, com o início do
curso Ciências Naturais e Exatas já neste ano,
e outros dois a serem iniciados em 2008. Houve a contratação
de 18 docentes. Destes, dois têm apenas graduação
enquanto os demais são mestres, doutores e alguns
com pós-doutorado. Em julho de 2007, foi nomeada
diretora do Campus, a Sra. Patrícia Gomes, sobrinha
do Prefeito e sem nenhum vínculo prévio com
a referida instituição. A partir de agosto,
com o reinício das atividades acadêmicas, parte
expressiva dos professores, em torno de 15, em particular
aqueles que fazem pesquisa, ensino e extensão, tornaram-se
alvos de perseguições por parte da diretora,
que alegava que eles estavam ali para dar aulas e não
fazer pesquisa.
Durante o mês de novembro, a situação
se tornou mais grave, pois, a partir do dia primeiro, a
demissão desses professores foi requisitada pela
diretora sob a alegação verbal de que eles
tinham subtraído pertences da instituição,
sem, no entanto, apresentar qualquer boletim de ocorrência
ou qualquer registro formal junto à administração
central da universidade, que fica em Belo Horizonte. Os
professores nem sequer foram comunicados da ação
de exoneração movida pela diretora Patrícia
Gomes e só tomaram conhecimento do fato no dia 23
de novembro, quando a demissão foi publicada no Diário
Oficial de Minas, O Minas Gerais, e por telefone.
Em determinados momentos, no mês de novembro, alguns
desses professores que se dirigiram ao Centro de Extensão
e Pesquisa foram impedidos de entrar pela Polícia
Militar a mando da diretora, que alegava irregularidades
no fornecimento de energia elétrica, tal irregularidade
não se confirmou posteriormente.
Quando a Secretaria Regional Leste do ANDES-SN foi procurada
por alguns dos professores demitidos, algumas ações
no campo político foram desenvolvidas junto à
Comissão de Educação da Assembléia
Legislativa, à Reitoria da UEMG, ao Conselho Estadual
de Educação e à Câmara Municipal
de Ubá, o que resultou na suspensão do ato
de demissão desses professores.
No dia 10 de dezembro ocorreu uma audiência pública
na Câmara Municipal de Ubá, oportunidade em
que a regional leste teve um espaço para falar em
nome do Sindicato, e foi muito bem recebida. A partir dessa
atividade, foi possível comprometer os vereadores
com um movimento pela escolha direta para diretores de Campus,
que certamente só será deflagrado se continuarmos
cobrando e insistindo que isso ocorra.
No entanto, o Sindicato continuará atento, pois só
a promessa dos vereadores por si não garantirá
a permanência dos docentes após 31 de dezembro,
considerando que a política de coronelismo praticada
em Ubá é a predominante, e o prefeito da cidade
certamente não poupará esforços para
cooptar e calar os vereadores.
Avaliação da campanha salarial
No segundo ponto de pauta, o Setor das Federais fez uma
criteriosa avaliação do atual estágio
da Campanha Salarial 2007 e das interlocuções
que o ANDES-SN vem tendo com o governo para o atendimento
da pauta de reivindicação, protocolada no
MEC e no MP no primeiro semestre. Foram 27 intervenções
que recuperaram os encaminhamentos políticos definidos
pelo Setor das Federais e implementados pela Diretoria Nacional
nas mesas de negociação e o esforço
feito pelas seções sindicais para manter a
categoria permanentemente informada e na busca da sua mobilização.
Ficou explícita a reafirmação das deliberações
anteriores que indicavam aos nossos representantes nas negociações
os caminhos políticos a serem tomados. Nesse sentido,
a rejeição da proposta apresentada pelo governo
e a disposição em dar continuidade às
negociações expressa na não-assinatura
do Termo de Acordo foram consideradas corretas pelos presentes
que se manifestaram na reunião.
A ação colaboracionista da entidade paralela
e a tentativa de legitimar o acordo por parte da CUT foram
criticadas por grande parte das intervenções
e ficou expressa a indicação de que o Sindicato
deve pressionar o governo pela continuidade das negociações
afirmando que para o ANDES-SN, estas não cessaram.
Foi avaliada como correta a articulação feita
pelo Sindicato entre a luta salarial e a luta de enfrentamento
do REUNI. Nos dois casos, houve claramente cerceamentos
da democracia. Na Mesa de Negociação, pela
primeira vez em anos, os representantes do governo negaram-se
a repassar ao ANDES-SN os dados da folha de pagamentos que
permitissem calcular os impactos financeiros das propostas.
Autoritariamente encerraram as negociações.
Em relação ao REUNI, houve uma ação
orquestrada pela ANDIFES que permitiu o descumprimento de
regimentos em votações em conselhos superiores,
repetidas cenas de violência provocadas pela polícia
que ocupou os campi de diversas universidades a pedido de
reitores eleitos.
Foi destacada a crise da CPMF na qual o governo deverá
se apoiar para justificar cortes orçamentários,
o que põe em risco algumas das conquistas salariais
que o ANDES-SN conseguiu obter no processo de negociação
que estava em curso e foi abortado pelo governo e seus aliados
e que também poderá ter reflexos nas negociações
para a carreira do 1º e do 2º grau e no financiamento
das IFES.
Outra questão contemplada neste ponto de pauta foi
a importância de recuperar a discussão sobra
a carreira única.
Encaminhamentos
Após as consolidações entre as diferentes
propostas apresentadas pelos representantes das seções
sindicais, foram aprovados os seguintes encaminhamentos:
• O Setor das Federais manifesta solidariedade aos
companheiros docentes da UEMG que estão sendo perseguidos
pela administração da instituição,
conforme relato apresentado durante os informes.
•
Apresentar cumprimentos às autoridades locais pelas
providências quanto à readmissão dos
docentes e expressar a disposição do ANDES-SN
em acompanhar os desdobramentos da situação.
• A Diretoria Nacional deve encaminhar ao 27º
CONGRESSO texto que contemple a importância de implementar
a luta contra o aprofundamento do ataque à democracia
nas IFES.
•
Enviar nota à ANDIFES protestando contra procedimentos
utilizados para a garantia da aprovação do
REUNI.
•
Enviar documento à base do Sindicato denunciando
a postura do governo e seus aliados no trato das questões
que têm se colocado para a universidade ainda no final
do ano de 2007.
•
Reafirmar que, para o ANDES-SN, o Termo de Acordo do governo
não representa o fim do processo de negociação.
Neste sentido, reiterar a disposição em continuar
a interlocução na perspectiva da conquista
dos seguintes pontos: incentivo de titulação
em percentual e vinculado ao Vencimento Básico; estabelecimento
de valores fixos para a GED, equiparação da
GED e GEAD e calendário de incorporação
dessas gratificações; garantia de tratamento
isonômico dos reajustes; recuperação
dos degraus da malha de Vencimento Básico.
•
Considerando as medidas que o governo vem anunciando em
relação à criação dos
IFETs, o Setor das Federais indica urgente mobilização
para enfrentar a questão e recomenda discussões
locais, para prepar os posicionamentos do ANDES-SN que deverão
ser tomados no 27º CONGRESSO, ou apontando medidas
que devam ser encaminhadas antes do evento.
OBS:
Foi solicitada às seções sindicais
a remessa de fotos das ações policiais durante
o processo de aprovação do REUNI, visando
à realização de uma mostra fotográfica.
Ao
final, a reunião do Setor das Federais fez uma breve
avaliação das negociações salariais
específicas para o 1º e o 2º grau e avaliou
cenários possíveis em relação
aos posicionamentos do governo na reunião com SRH/MP
do dia 17/12. Mesmo tendo claro que esta reunião
se refere à Campanha Salarial de 2007, algumas preocupações
foram apresentadas no sentido de evidenciar a para a necessidade
de reafirmar a Proposta de Carreira Única, de garantir
a continuidade do GT Carreira do MEC para a conclusão
do processo iniciado em 2007 e de sinalizar ao governo que
a deliberação pela assinatura de eventual
acordo também será definida pela base do Sindicato.
Concluindo a fase de encaminhamentos, foi aprovada consensualmente
a indicação de que a Coordenação
do Setor das Federais deve acompanhar os próximos
acontecimentos das negociações e elaborar
proposta de atualização do Plano de Lutas
do Setor para o 27º CONGRESSO.