ANDES-SN
RELATÓRIO
DA REUNIÃO DO SETOR DAS FEDERAIS DO ANDES-SN
REALIZADA EM BRASÍLIA – DF, NO DIA 2 DE DEZEMBRO
DE 2007
Informes
da Diretoria
O presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo prestou os seguintes informes:
O caderno de textos do 27° CONGRESSO foi enviado no dia 28/11.
Devido às negociações com o MPOG e à
campanha salarial ainda estarem em andamento, a Diretoria optou
por reafirmar o Plano de Lutas já aprovado no último
congresso e atualizado no último CONAD com apenas algumas
modificações pontuais. Com base no andamento das
negociações, a Diretoria deverá apresentar
novos TR na Plenária de Instalação do congresso.
Lembrou, ainda, que o prazo para apresentação de
textos para o caderno anexo é dia 21 de dezembro.
A Diretoria está trabalhando na preparação
de mais um dossiê sobre as fundações de apoio
e solicita às seções sindicais que enviem
documentos a respeito da situação dessas fundações
nas IFES.
O Seminário Nacional de Política Agrária
e Meio Ambiente do ANDES-SN, realizado em Brasília no período
de 30/11 a 2/12/07, segundo informação da Coordenação
do GTPA&MA, a adesão à manifestação
internacional de protesto que acontecerá no dia 10/12/07.
No Brasil, haverá manifestação em vários
estados contra os grandes projetos como a transposição
das águas do rio São Francisco e contra o leilão
das hidrelétricas do rio Madeira. O leilão será
realizado em Brasília. Em Rondônia, haverá
como manifestação uma grande marcha popular. Informa,
ainda, que, no dia 7 de dezembro, acontecerá um dia nacional
de jejum em solidariedade ao Bispo de Juazeiro-Ba, Dom Luis Cappio,
que retomou a greve de fome em protesto contra o projeto da transposição
das águas do rio São Francisco. As pessoas que aderirem
ao movimento deverão enviar e-mail para o seguinte endereço:
tbauer@newnet.com.br, que será computado como protesto.
O seminário aprovou duas moções: uma de solidariedade
ao bispo Dom Luis Cappio e outra contra a construção
das usinas hidrelétricas do rio Madeira. As referidas moções
serão enviadas às seções sindicais
posteriormente.
Audiência do dia 26 de novembro na SRH/MP e desdobramentos.
Paulo Rizzo, referindo-se à proposta apresentada pelo governo
chamou atenção para o fato desta ter sido configurada
pelo governo como “finalizada”, informou que está
em curso uma verdadeira campanha para encerrar o processo. A Secretaria
de Ensino Superior do MEC enviou para imprensa uma nota que alardeia
que os professores das IFES terão reajuste de até
69%. No intuito de esclarecer os fatos, a Diretoria do ANDES-SN
elaborou um documento intitulado: Muita calma nesta hora,
mas com força, solidariedade e determinação,
explicando inverdades que o governo está propagando e a
necessidade de a categoria manter-se unida para conquistar tratamento
igual para todos os seus segmentos. Lembrou, ainda, que, na última
reunião, o governo sinalizou o dia 5 como data limite para
produção de documento que selasse um acordo e que
este seria encaminhado se, pelo menos, uma das entidades o assinasse.
Conjuntura
Das 22 seções sindicais presentes, 21 manifestaram-se
pela rejeição da proposta do governo, e, apenas
uma, manifestou-se a favor de já assinar o acordo a partir
do resultado de suas assembléias.
Foi avaliado que estamos em um processo de disputas profundas,
não apenas em relação à proposta salarial,
mas também em relação aos escândalos
das fundações de apoio, o REUNI e sua implantação
com o do banco de professor equivalente, limitando o número
de professores, já estão materializando os efeitos
deletérios da proposta salarial do governo em universidades
que começam a lançar editais de concursos públicos
priorizando o regime de 40 horas em detrimento da Dedicação
Exclusiva.
Foi consensual o objetivo de chegar a um acordo com o governo,
desde que isso não se traduza em prejuízos e discriminações
para a categoria. A pressa do governo em assinar o acordo é
justamente para não dar tempo para a categoria refletir.
A tática de dividir o adversário para derrotá-lo
mais facilmente vem sendo adotada pelo governo, separando nas
negociações o magistério superior do magistério
do 1º e do 2º grau, desvalorizando segmentos da categoria.
Dessa forma, procura quebrar a unidade da categoria e forçar
o Sindicato a aceitar um acordo que é discriminatório,
insuficiente e, acima de tudo, incompleto, pois não inclui
os docentes da carreira do 1º e do 2º grau. Assinar
acordo nas condições impostas pelo governo é
desvantajoso para a categoria, pois impossibilita qualquer mudança
ou ajustes posteriores, pelo menos, até 2010, deixando
o Sindicato engessado.
O norte da negociação é a pauta protocolada.
Não se pode abrir mão de conquistas históricas
e do princípio da paridade e da isonomia. Aceitar essa
proposta é trair a categoria e deixar de lutar pela continuidade
das negociações. A recusa do governo em fornecer
dados, inclusive, sobre quanto ele está disposto a investir
limita a negociação. A consolidação
do que se conquistou até agora e os avanços necessários
demandam a continuidade do processo negocial.
Tarde
Foram aprovados os seguintes encaminhamentos:
No dia 5/12, a Diretoria deve entregar ao governo um documento
em resposta à proposta apresentada destacando os seguintes
aspectos:
1- A proposta do governo foi rejeitada pela maioria das seções
sindicais por estabelecer discriminações entre os
regimes de trabalho e entre classes e não contempla os
docentes da carreira do 1º e do 2º grau. Há discriminação
também dos docentes em relação aos servidores
técnico-administrativos.
2- Reconhece os avanços nos pontos relativos à incorporação
da GAE e da VPI e a paridade com os aposentados.
3- Defender que a proposta marca de fato o início da negociação
e que o seu encerramento neste momento é inaceitável
e que um avanço poderá ocorrer se o governo mantiver
as regras atuais na composição salarial para os
docentes das duas carreiras destacando: o incentivo de titulação
percentual vinculado ao VB, estabelecimento de valores fixos para
a GED, equiparação da GED e da GEAD e calendário
de incorporação da GED nos próximos anos.
4- Rejeição da proposta por não expressar
avanço e manter o processo de negociação.